O bitcoin, atualmente cotado em cerca de US$ 60 mil, é visto por especialistas como uma oportunidade de compra, mas há a expectativa de que sua cotação possa cair para cerca de US$ 50 mil antes de uma possível recuperação. Essa análise foi realizada por especialistas consultados recentemente.
Maximiliaan Michielsen, estrategista de investimentos da 21shares, destaca que este é um “ponto de entrada” raro. Ele explica que grandes oportunidades de acumulação da criptomoeda geralmente surgem em situações semelhantes à atual, e que níveis de preço como o atual estiveram disponíveis em menos de 5% da história do bitcoin.
“Este é um ponto de entrada, e um ponto raro”, afirma Michielsen.
Isac Honorato, líder de Negócios da Foxbit, também comentou sobre a situação do ativo, afirmando que, segundo sua análise on-chain, o bitcoin está em um nível de preço considerado baixo. “Quando olhamos a parte técnica, o preço está abaixo de todas as médias móveis no curto prazo”, disse Honorato.
André Sprone, country manager da MEXC, acrescenta que, apesar da queda no preço do bitcoin, não há escândalos semelhantes ao da FTX que possam gerar desconfiança no setor, o que é um aspecto positivo. Ele observa que o universo das criptomoedas está se tornando mais institucional e que, quando as taxas de juros nos Estados Unidos começarem a cair, o mercado de bitcoin pode se beneficiar dessa liquidez.
“O mercado cripto se beneficia quando o dinheiro vai para ativos de risco quando temos taxas de juros menores”, comenta Sprone.
Em relação aos movimentos esperados para o curto prazo, Sprone não descarta a possibilidade de que a cotação do bitcoin chegue a US$ 50 mil. “Essa é uma possibilidade que analistas técnicos trabalham”, disse ele, acrescentando que espera uma recuperação mais forte a partir de outubro.
Michielsen também observou que os níveis de preços entre US$ 59 mil e US$ 62 mil representam a região de suporte atual. Um fechamento semanal abaixo ou próximo de US$ 58 mil poderia abrir caminho para a faixa entre US$ 50 mil e US$ 55 mil.
“Esse é o caminho de menor probabilidade”, alerta Michielsen.
Para Lucas Veronezi, especialista em cripto na Blue3 Investimentos, é importante que os investidores estejam atentos e não concentrem seus investimentos em um único ativo, buscando sempre diversificação. Ele ressalta que, embora a oportunidade de compra seja atraente, o bitcoin é um mercado de alta volatilidade, onde quedas de 50% são comuns.
“Caso decida entrar no bitcoin, o investidor precisa estar ciente que é um mercado de alta volatilidade”, comenta Veronezi.
A professora Marina Prieto, coordenadora do curso de Ciências Contábeis da Estácio, adota uma abordagem mais conservadora. Ela destaca que a cotação atual do bitcoin deve ser analisada com cautela, pois as oscilações de preço refletem um ambiente de alta volatilidade e incerteza.
“Não existe um nível de preço que, isoladamente, determine um bom momento para compra ou venda”, afirma Prieto.
