Shaun Evans, árbitro australiano da partida entre Alemanha e Curaçao, se defendeu após fazer gesto ligado ao supremacismo. Em comunicado, ele afirmou não ter tido noção do movimento.
O árbitro australiano Shaun Evans, que foi visto durante a partida entre Alemanha e Curaçao fazendo um gesto controverso, afirmou que o sinal foi um espasmo involuntário. A declaração foi feita em um comunicado enviado pela Fifa.
Evans esclareceu que não teve a intenção de realizar o gesto, que foi interpretado como um sinal associado a movimentos supremacistas. Em sua justificativa, ele disse:
“A única explicação que posso dar é que o movimento foi involuntário, um espasmo, e que eu não tive noção que o fiz”
. Ele também mencionou que repetiu o gesto enquanto segurava uma caneta entre os dedos.
O árbitro expressou sua insatisfação com a cobertura do caso, afirmando que isso não representa sua verdadeira essência. “Eu entendo como o gesto pode ser interpretado e sinto muito por isso. Mas quero deixar claro que não o fiz deliberadamente”, ressaltou.
Shaun Evans, que tem 38 anos, é árbitro da Fifa desde 2017 e possui uma carreira consolidada na arbitragem. Desde 2008, faz parte do painel de árbitros da A-League, a principal divisão do futebol australiano. Antes de se tornar árbitro em tempo integral em 2016, ele dividia suas funções com o trabalho como pedreiro.
Em sua declaração, ele enfatizou:
“Gostaria de esclarecer que não fiz nenhum gesto ou símbolo com a mão intencionalmente para comunicar uma mensagem, afiliação, jogo ou crença de qualquer tipo. O movimento foi um espasmo involuntário e subconsciente”
. Ele também comentou sobre a honra que é atuar na Copa do Mundo e sua intenção de continuar colaborando com seus colegas durante o torneio.
A Fifa ainda deve se pronunciar oficialmente sobre a situação por meio do Comitê Disciplinar, que está analisando o ocorrido. O gesto em questão, que se assemelha ao sinal “OK”, foi incluído em 2019 em uma lista de símbolos de ódio por uma ONG, levantando preocupações sobre sua interpretação.
