A canção “Bring Me to Life” é um dos grandes símbolos da música dos anos 2000 e o single de estreia da banda Evanescence. Este hit, que catapultou a banda ao estrelato, também representou os medos da vocalista Amy Lee em relação à carreira do grupo.
Em uma entrevista ao programa Q with Tom Power, Amy compartilhou como a gravadora tentou mudar a identidade do Evanescence para se alinhar à popularidade do nu metal. Essa intenção ficou evidente na música, que traz a colaboração de Paul McCoy, do 12 Stones, e apresenta um estilo rap rock.
“Meu maior medo era que a gente seria ‘one-hit wonder’, que pessoas iriam ouvir aquela música diferente de tudo nosso dali pra frente e então… é quase como um golpe. Ouviriam o resto da nossa obra e pensariam: ‘Ah, não é o que eu achava que seria’. Tipo: ‘Mentiram pra gente’.”
Para lidar com essa pressão, Amy Lee decidiu tomar as rédeas da situação. Embora Paul McCoy tenha sido recrutado para a parte de rap da canção, foi ela quem escreveu o verso dele. Mesmo com as dificuldades, a vocalista reconheceu o valor do músico em todo o processo.
“Ele foi absolutamente um herói na história por tornar a experiência tão positiva quanto poderia ser para mim. A gente superou. A história toda era: ‘Você precisa colocar isso nessa canção’. Eu pensei: ‘Ok, vamos tornar essa canção então muito boa’. E voou muito mais alto que qualquer um esperava.”
“Bring Me to Life” faz parte do álbum de estreia do Evanescence, intitulado “Fallen”, lançado em 2003, e também integrou a trilha sonora do filme “Demolidor – O Homem Sem Medo”, estrelado por Ben Affleck e Jennifer Garner. A música alcançou a 5ª posição nas paradas pop americanas e vendeu mais de 15 milhões de unidades em todo o mundo, incluindo vendas físicas e streaming. No Spotify, a faixa já possui mais de 2 bilhões de reproduções.
