O vice-presidente elogiou o espírito republicano de Lula e garantiu que ele tomará a decisão certa sobre o futuro de Wagner na liderança do governo no Senado.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) expressou sua confiança de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irá “conduzir bem” a situação em relação à permanência de Jaques Wagner (PT-BA) como líder do governo no Senado. As declarações foram feitas durante uma cerimônia de entrega da primeira fase da extensão da Malha Norte e do terminal ferroviário da BR-070, em Dom Aquino (MT), neste sábado, 20 de junho de 2026.
Alckmin destacou a importância do espírito republicano do governo Lula, enfatizando a independência da Polícia Federal (PF) nas investigações. Ele afirmou:
“O presidente Lula vai conduzir bem a questão e queria destacar aqui o exemplo do governo do presidente Lula de espírito republicano. A Polícia Federal, os órgãos de controle, tem total independência para cumprir o seu trabalho”.
A permanência de Jaques Wagner na liderança do governo tem gerado questionamentos, especialmente com a proximidade das eleições. O Planalto está avaliando a situação para desvincular a imagem de Wagner de possíveis efeitos negativos na pré-campanha do presidente Lula, que busca a reeleição.
O Partido dos Trabalhadores (PT) saiu em defesa de Jaques Wagner, oferecendo um voto de confiança ao político, que é considerado um quadro histórico da sigla. Entretanto, aliados do governo admitem que pode ser necessária uma troca na liderança a fim de proteger a campanha de Lula de críticas e contaminações externas.
De acordo com as informações apuradas, a decisão final de Lula deverá ocorrer após uma conversa pessoal com Wagner e outros aliados. Nos últimos dias, o presidente já realizou telefonemas com o senador e com ministros para discutir o assunto. Uma reunião entre Lula e Wagner está prevista para ocorrer nos próximos dias em Brasília.
A 9ª fase da Operação Compliance Zero, que ocorreu na última quinta-feira (18), teve como alvo Jaques Wagner, resultando em buscas e apreensões em sua residência. A Polícia Federal investiga um possível vínculo entre o entorno familiar de Wagner e suas empresas, ligando-os a outros nomes associados ao liquidado Banco Master.
Segundo a PF, foram encontrados indícios que sugerem o “recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo parlamentar, direta ou indiretamente” através de familiares, pessoas de confiança e estruturas societárias ligadas ao Banco Master.
