No dia 21 de julho de 2026, a primeira remessa de ajuda humanitária dos Estados Unidos, avaliada em US$ 100 milhões, chegou a Cuba. A informação foi divulgada pelo Ministério do Comércio Exterior cubano.
Cerca de 700 itens, que incluem alimentos e produtos de higiene, serão distribuídos para a população dos municípios de Alquízar e Bejucal. A organização responsável pela distribuição é uma entidade beneficente de caráter religioso.
O ministério cubano destacou que, embora o país não se oponha à ajuda, a remessa “contrasta com a realidade imposta pelo castigo coletivo infligido pelos Estados Unidos”, referindo-se às sanções econômicas e ao bloqueio de petróleo que afetam a ilha.
Em maio, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou um pacote de ajuda sem precedentes voltado para o povo cubano, mas não para seu governo. Essa declaração foi feita mesmo com as restrições comerciais que os Estados Unidos impuseram à Cuba, que incluem o bloqueio de embarques de petróleo e o endurecimento das sanções financeiras.
Inicialmente, autoridades cubanas mostraram-se cautelosas em relação à proposta de ajuda e rejeitaram os apelos dos EUA para reformas políticas, responsabilizando o país pelas quedas de energia e pela escassez de produtos. No entanto, parece que aceitaram a assistência após negociações com autoridades do governo Trump.
O Departamento de Estado americano informou que a ajuda, que inclui alimentos e kits de higiene para até 700 famílias, está sendo entregue pela Catholic Relief Services, uma agência humanitária da comunidade católica dos EUA. Esta entrega se segue a um apoio anterior de US$ 9 milhões, que foi distribuído pela Igreja Católica em Cuba.
“Com base no sucesso do programa anterior, a entrega direta de produtos humanitários por representantes das paróquias locais na ilha garantirá que a assistência essencial dos EUA chegue aos cubanos comuns necessitados, sem qualquer possibilidade de desvio ou roubo por parte do regime”, afirmou o Departamento de Estado.
A situação em Cuba continua a ser monitorada, especialmente em relação aos impactos do bloqueio de petróleo e dos apagões frequentes que têm afetado a população local.
