Itabaiana · sábado · 07 de novembro de 2026
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Ação realizada nesta sexta reuniu moradores da unidade no bairro Salgado Filho para estimular empatia, diálogo e convivência respeitosa. A psicóloga Marília Mesquita usou atividades lúdicas para facilitar o aprendizado.

A Prefeitura de Aracaju promoveu, nesta sexta-feira, 6, uma roda de conversa sobre comunicação não violenta com os acolhidos da Casa de Passagem Acolher, localizada no bairro Salgado Filho, zona Sul da capital. A ação foi realizada pela Secretaria Municipal da Família e da Assistência Social (Semfas) e teve como objetivo estimular a empatia, o diálogo e a convivência respeitosa entre os moradores da unidade.

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A atividade foi conduzida pela psicóloga Marília Mesquita e utilizou recursos lúdicos para facilitar a participação e a compreensão dos temas abordados. Foram apresentados materiais ilustrativos que mostravam exemplos de comunicação violenta e não violenta, além de desenhos educativos distribuídos aos participantes. Durante o encontro, a equipe incentivou reflexões sobre situações do dia a dia e os impactos das diferentes formas de comunicação nas relações interpessoais dentro da casa de acolhimento.

O momento também abriu espaço para o compartilhamento de experiências vividas nas ruas, com relatos relacionados a episódios de violência. A proposta ofereceu um ambiente de escuta e troca, buscando acolher as histórias e trabalhar estratégias para lidar com conflitos de modo mais pacífico e consciente.

Segundo Marília Mesquita, a proposta foi tratar de situações presentes no cotidiano da unidade de forma acessível e participativa:

“Foi feita uma atividade um pouco mais lúdica sobre situações em que acontecem a comunicação violenta e a não violenta. Apresentamos, por meio de figurinhas, exemplos do cotidiano na Casa de Passagem, com o objetivo de trabalhar a empatia e o diálogo com eles, conscientizando e buscando a harmonia na unidade”.

Além das dinâmicas e dos materiais visuais, a roda de conversa permitiu que os participantes praticassem formações de escuta e expressassem sentimentos e necessidades, passos centrais para a comunicação não violenta. A ação buscou fortalecer vínculos dentro da unidade e incentivar práticas de convivência que minimizem conflitos e promovam respeito mútuo.

Uma das pessoas acolhidas, Kelly Cruz, avaliou positivamente a experiência e destacou o aspecto terapêutico do encontro ao abordar situações de rua e violência:

“Eu gostei muito de participar desse momento, porque sofri muito nas ruas com várias situações de violência. Com essa atividade, pude desabafar um pouco e aprender como lidar nesses casos de violência”.

A iniciativa integra as ações de atenção e acompanhamento oferecidas na unidade, voltadas ao bem-estar e à reinserção social das pessoas acolhidas.

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