Rodamos um mês com o King GS, híbrido plug-in chinês que muda a fórmula dos sedãs médios. Uso diário mostrou economia real, autonomia elétrica prática e acabamento que surpreende.
Durante décadas, o sedã médio no Brasil foi associado a nomes como Civic, Sentra e, principalmente, Corolla. O cenário mudou com a eletrificação e a chegada de uma nova geração de carros chineses, entre eles o BYD King GS. Passamos um mês com esse híbrido plug-in que traz proposta diferente dos sedãs tradicionais e chegou chamando atenção não apenas pelos números, mas pela experiência de uso cotidiana.
Depois de conviver diariamente com o King, ficou claro que a intenção não era apenas criar mais um concorrente para o Corolla: o carro foi pensado para oferecer uma experiência que pode levar o consumidor a considerar outra referência no segmento. A avaliação levou em conta uso na cidade, em estrada, abastecimento e a sensação ao dirigir um sedã com soluções pensadas para a transição à eletrificação.
O primeiro impacto vem do tamanho e do espaço interno. Apesar dos 4,78 m de comprimento, 1,84 m de largura e 2,72 m de entre-eixos, o King não passa sensação exagerada de sedã grande. A posição de dirigir é confortável e o espaço acomoda quatro adultos com tranquilidade; o bom entre-eixos contribui para o conforto dos ocupantes do banco traseiro. O porta-malas tem capacidade adequada para uso familiar, sem necessidade de grandes escolhas para uma viagem curta.
Principais números
- Comprimento: 4,78 m
- Largura: 1,84 m
- Entre-eixos: 2,72 m
- Porta-malas: 450 litros
- Tanque de combustível: 48 litros
- Pneus: 215/55 R17
- Bateria (versão GS): 18,3 kWh
- Autonomia elétrica (ciclo PBEV): 78 km
- Autonomia combinada (ciclo NEDC): até 1.200 km
- Potência do motor elétrico (GS): 197 cv
- Torque combinado: 33,2 kgf/m
- Potência combinada: 235 cv
- Aceleração 0–100 km/h: 7,3 s
Ao rodar com a bateria carregada, o King pode se comportar como um carro elétrico no uso diário: silêncio, resposta imediata do acelerador e outra relação com o trânsito. O sistema DM-i administra automaticamente a dupla motorização, permitindo aproveitar a eletrificação no dia a dia enquanto o motor 1.5 aspirado atua quando necessário. Essa combinação reduz a preocupação do motorista em escolher entre eficiência e autonomia.
Em um dos testes práticos, saímos de São Paulo com destino a Jundiaí com bateria completa e tanque cheio para observar como o carro se comporta quando ambas as fontes de energia estão disponíveis. O aspecto mais relevante não foi apenas a quilometragem obtida, mas a forma como a combinação entre eletricidade e gasolina elimina a tensão de optar por uma única
Após um mês de uso, a avaliação do King dependeu muito da rotina do proprietário: quem consegue recarregar em casa e roda principalmente na cidade pode percorrer muitos trajetos sem consumir gasolina. Vale lembrar que os números de autonomia são de laboratório e podem variar conforme as condições reais de uso.
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