Com 13 faixas, o disco conceitual mistura ficção futurista e críticas à destruição ambiental, guerras e robotização humana. Já disponível nas plataformas digitais pela Vinte7 Records.
O cantor e compositor Leandro Serizo tornou sua inquietação diante da vida moderna material para compor o disco conceitual SOL QUIMÉRICO, já disponível nas plataformas digitais com distribuição do selo Vinte7 Records. O álbum reúne 13 faixas que constroem uma narrativa ficcional e sonora, entrelaçando temas atuais com imaginação futurista.
A partir de um futuro distópico, Serizo refletiu sobre questões presentes no cotidiano: destruição ambiental, guerras, robotização do ser humano, hegemonia imperial e as dificuldades enfrentadas por artistas independentes. Ao lado desses temas, aparecem elementos como amor, espiritualidade, resistência e o poder transformador da arte, que compõem o eixo emocional do trabalho.
Musicalmente, SOL QUIMÉRICO rejeitou fronteiras rígidas. O Rock Progressivo foi misturado ao Metal, a MPB dialogou com o R&B, e tradições afro-latinas se encontraram com sonoridades do Mediterrâneo oriental. A produção propôs uma fusão de estilos como parte da própria narrativa do disco, em que a diversidade de influências virou elemento de identidade.
Entre as referências que atravessaram a pesquisa do artista estiveram o pianista de jazz armênio Tigran Hamasyan e a banda System Of A Down, além de Chico Buarque e Dead Can Dance. O trabalho de estúdio transformou essas influências em camadas sonoras que ajudaram a construir o universo ficcional do álbum.
O projeto também foi pensado para ter um forte componente visual: cada faixa ganhou um universo próprio, desdobrado em fotografias e vídeos. A história transportou o ouvinte para o ano de 2222, em uma realidade dominada pelo império alienígena de Ciborgue Tyrannus. No centro desse futuro imaginado está MΣGΛPΘLIS, uma metrópole cujas avenidas são atravessadas por uma mesma música robótica em loop interminável.
À margem desse mundo tecnocrático fica o território chamado Abutre Estrelar, habitado pelos Abutrons — quimeras criadas em experimentos genéticos. Tratados como aberrações e rejeitados, eles foram lançados ao lixo da história, mas no exílio construíram uma identidade própria, com ritos, mitos e uma espiritualidade organizada em torno do culto ao Sol Quimérico.
A história do disco também se organizou musicalmente: as canções funcionaram como capítulos que apresentaram os acontecimentos em ordem cronológica, transformando a experiência de ouvir o álbum em uma viagem por esse universo ficcional.
Em nota para a imprensa, Leandro destacou:
Cada som funciona quase como trilha sonora de um universo próprio. Isso não é acidente: é o resultado de muitas escutas, muitas pesquisas e muitas paixões que se recusaram a se separar. Eu quis usar a ficção científica, a mitologia e a psicodelia como espelho do presente. Falar sobre a destruição do planeta, a robotização do ser humano, as guerras políticas e a hegemonia imperial, mas também sobre amor, espiritualidade, resistência e o poder transformador da arte.
Gravado entre agosto de 2025 e maio de 2026, em Campinas (interior de São Paulo), o álbum foi inteiramente editado pelo artista. A produção foi assinada por Quico Dramma e Granadeiro Guimarães, que também responderam pela mixagem, enquanto a masterização ficou a cargo de Otávio Vassão. SOL QUIMÉRICO foi lançado com distribuição do selo Vinte7 Records e está disponível nas plataformas digitais.
