Ricardo José Silva, ex-diretor de Marketing e liderança oposicionista, divulgou nota em Campinas para esclarecer a ação judicial e a liminar sobre a AGE marcada para 24 de agosto de 2026. Ele pede transparência.
Campinas, SP — Ricardo José Silva, ex-diretor de Marketing da Ponte Preta por breve período na temporada de 2026 e apontado como um dos líderes do movimento de oposição à atual gestão, divulgou uma nota à imprensa para esclarecer a ação impetrada na Justiça Cível e os efeitos da liminar relacionada à Assembleia Geral Extraordinária (AGE) prevista para 24 de agosto de 2026. Na nota, ele afirma considerar necessário expor os fatos com objetividade e respeito à verdade.
Na explicação apresentada, Silva informou que a decisão proferida pelo Poder Judiciário não suspendeu nem impediu a realização da AGE convocada para deliberar sobre a constituição da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Segundo a nota, a decisão determinou expressamente a manutenção da assembleia na data inicialmente prevista, ao mesmo tempo em que deferiu medidas cautelares visando transparência e segurança jurídica no processo de votação.
“A decisão proferida pelo Poder Judiciário não suspendeu nem impediu a Assembleia convocada para deliberar sobre a constituição da Sociedade Anônima do Futebol — SAF.”
O comunicado lista as medidas determinadas pela Justiça, que têm por objetivo assegurar transparência, preservação de provas e verificação da regularidade do credenciamento e da votação.
Medidas determinadas pela Justiça
- Filmagem e gravação audiovisual integral da Assembleia
- Acompanhamento por tabelião de notas e lavratura de ata notarial
- Registro individualizado da adimplência dos associados habilitados a votar e da modalidade de pagamento da contribuição mensal — boleto, PIX ou dinheiro
- Preservação dos direitos associativos e políticos dos autores, vedada qualquer retaliação pelo legítimo acesso à Justiça
Na fundamentação da decisão, a Justiça considerou necessária uma análise cuidadosa e auditável do colégio eleitoral. A nota cita que o Poder Judiciário mencionou indícios que justificam essa verificação, como suposta exclusão de conselheiros, resistência à apresentação de documentos, menção a sanções por litigância de má-fé e a existência de perícia ainda não concluída sobre a integridade do cadastro associativo.
O comunicado também afirma que a Ponte Preta participou do processo antes da análise da liminar, apresentando manifestação de urgência por meio de advogado constituído pela presidência da Diretoria Executiva, opondo-se às medidas requeridas. Apesar de a decisão judicial ter limitado-se a estabelecer cautelas sem impedir formalmente a realização da AGE, o presidente do Conselho Deliberativo decidiu, segundo a nota, por não realizar a Assembleia naquela data e por adiá-la. O documento ressalta que o adiamento não foi determinado pelo Poder Judiciário.
Silva afirmou que a ação não teve a intenção de impedir a SAF ou levantar obstáculos ao futuro do clube, mas buscou assegurar que uma decisão dessa envergadura fosse tomada por um colégio eleitoral legítimo e com possibilidade de verificação posterior. O comunicado reforça que fiscalização, transparência e segurança jurídica são requisitos para legitimidade e credibilidade de qualquer deliberação sobre o patrimônio e o futuro do clube.
“Fiscalizar não significa oposição à SAF. Transparência não atrasa a Ponte Preta, e segurança jurídica não prejudica o clube.”
Como conselheiro titular eleito, conselheiro nato suplente e conselheiro contribuinte por 25 anos, Ricardo José Silva afirmou que continuará defendendo que todas as decisões sobre o patrimônio, a história e o destino da Ponte Preta sejam conduzidas com responsabilidade, transparência e respeito às regras. A nota foi assinada em Campinas, em 24 de agosto de 2026, e registra Silva como coautor, juntamente com outros seis conselheiros, da ação nº 4037198-44.2026.8.26.0114.
