Diego Hernández marcou golaço, mas o Sport perdeu por 2 a 1 para o Avaí e teve fim da sequência de seis jogos sem derrota. Cabral Neto diz que o clube depende mais de individualidades e da irregularidade dos rivais.
O Sport teve um golaço de Diego Hernández, mas sofreu uma virada e perdeu por 2 a 1 para o Avaí, resultado que encerrou uma sequência de seis jogos de invencibilidade. Com o resultado, o time permaneceu com 35 pontos e segue próximo do G-6 da Série B.
Na avaliação do comentarista Cabral Neto, a permanência do clube entre os primeiros colocados está mais ligada às qualidades individuais do elenco e à irregularidade dos concorrentes do que à consolidação do trabalho do técnico Gilmar Dal Pozzo. Segundo essa leitura, a classificação atual mantém o Sport na disputa por uma vaga na Série A de 2027, mas não valida de forma definitiva o desempenho coletivo apresentado pelo time.
“A classificação atual da Série B indica que o Sport está na briga pelo acesso e deve seguir brigando, mas isso não significa confiança no trabalho de Dal Pozzo.”
Para o comentarista, a esperança rubro-negra está concentrada sobretudo na qualidade dos jogadores. Ele apontou também escolhas questionáveis da diretoria ao longo do ano, mas destacou que a irregularidade dos adversários contribui para que o clube siga sonhando com o acesso.
“O time tem bons valores individuais e são eles que carregam a esperança. A diretoria de futebol fez escolhas bem questionáveis ao longo desse ano, em relação ao comando técnico, mas a irregularidade e também fragilidades dos concorrentes permitem que o Sport siga sonhando com a Série A em 2027”
Reforços e saídas
Contratações
- Brenno – goleiro
- Claudinho – lateral-direito
- Kayky – zagueiro
- Murilo Rhikman – volante
- Willian Oliveira – volante
- Diego Hernández – meia
- Juan Alano – meia
- Dudu Teodora – atacante
Saídas
- Halls – goleiro
- Zé Marcos – zagueiro
- Madson – lateral-direito
- Yago Felipe – volante
- Gustavo Maia – meia
- Max – meia
- Zé Lucas – volante (negociado com o Cruzeiro por R$ 26,5 milhões)
Mesmo com oito entradas e oito saídas, a avaliação indicada é a de que não houve alteração substancial na capacidade técnica do grupo como um todo. A saída considerada mais impactante foi a de Zé Lucas, que deixou uma lacuna na cabeça de área e cuja reposição financeira não seria feita com o mesmo padrão de qualidade.
“Entre saídas e chegadas, não houve uma grande mudança na capacidade técnica do elenco rubro-negro. A maior perda, evidentemente, foi na cabeça de área, com a negociação de Zé Lucas. O Sport não terá condição financeira de repor com a mesma qualidade, mas, de uma forma geral, o peso qualitativo do grupo seguiu bem parecido”
A folha salarial destinada ao elenco passou a girar em torno de R$ 2,95 milhões após a última janela. Ainda assim, a crítica principal segue sendo a construção coletiva do time: a análise aponta que o problema não é apenas individual, mas a capacidade do conjunto de potencializar as qualidades dos atletas.
“Vale ressaltar que o maior problema do time segue sendo coletivo, a falta de soluções como conjunto. Um time bem treinado e organizado potencializa as individualidades do elenco, os jogadores melhoram sua performance quando o time funciona.”
Segundo a avaliação, o que se vê atualmente é o oposto: atuações que não se confirmam, marcações que não preenchem espaços e criatividade limitada, o que acaba apagando a contribuição individual e expondo defeitos.
“Mas, o que acontece com o Sport atualmente é justamente o contrário. A equipe não consegue ter boas atuações, sua marcação não preenche espaços, a criatividade é limitada e as qualidades individuais acabam sendo apagadas, assim, fica mais fácil perceber os defeitos de cada atleta”
Na sequência da Série B, com o América-MG pela frente, na próxima segunda-feira, na Ilha do Retiro, o Leão tenta provar que a briga pelo acesso pode ser sustentada por mais do que a tabela e as individualidades do elenco.

