Itabaiana · quarta-feira · 08 de julho de 2026
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Uma nova investigação sobre Deolane Bezerra trouxe à tona áudios enviados a uma diarista, que levantaram suspeitas de que dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) estaria armazenado em imóveis da influenciadora e de sua família. A denúncia, apresentada pelo Ministério Público de São Paulo, destaca que esses áudios indicam a possível relação de Deolane com valores atribuídos ao grupo criminoso.

Os documentos consultados revelam que a acusação inclui os áudios como parte do conjunto de provas que sustentam a tese de lavagem de dinheiro e organização criminosa. A importância desse episódio na investigação é ressaltada por meio das perguntas específicas feitas a Giliard Vidal dos Santos, filho adotivo de Deolane, durante o interrogatório. Os investigadores questionaram sobre o desaparecimento de dinheiro, a divulgação dos áudios e a participação de outras pessoas no caso.

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O interrogatório, que continha 133 questões, buscou esclarecer a movimentação patrimonial e financeira dos envolvidos, abordando não apenas a situação da diarista, mas também movimentações bancárias, patrimônio, empresas e veículos de luxo. A acusação acredita que o episódio da diarista pode elucidar a dinâmica de ocultação de valores que está sendo investigada.

Além disso, o Ministério Público mencionou que a investigação identificou um suposto plano de reestruturação de empresas, com transferências de recursos para fundos em Dubai, o que seria parte da estratégia de lavagem de ativos. Os delegados afirmaram que Deolane foi identificada como beneficiária de valores oriundos da Lopes Lemos Transportes Ltda., que não seriam decorrentes de serviços advocatícios, mas de “acertos” financeiros mediado por Everton de Souza.

Essas informações, embora ainda não confirmadas, foram utilizadas para justificar o aprofundamento das apurações contra Deolane. Até o momento, os áudios citados não foram divulgados na íntegra e a identidade da diarista não foi revelada, mas o conteúdo foi interpretado pelos investigadores como um elemento significativo na narrativa acusatória apresentada à Justiça.

A acusação agora aguarda a tramitação da ação penal, onde será possível avaliar essas alegações em um devido processo legal.

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