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Machado de Assis completa 187 anos neste 21 de junho. Além de Brás Cubas e Dom Casmurro, o autor deixou obras essenciais que merecem sua atenção.

Hoje, 21 de junho de 2026, celebramos o aniversário de 187 anos de Machado de Assis, um dos maiores nomes da literatura brasileira. O autor é amplamente reconhecido por suas obras-primas, como Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881) e Dom Casmurro (1899). Em 2024, sua obra ganhou destaque nos Estados Unidos, quando uma influenciadora do TikTok compartilhou sua experiência de leitura de Brás Cubas, tornando o livro um fenômeno nas redes sociais.

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No Brasil, Brás Cubas é considerado um clássico da literatura e um marco do Realismo, um movimento literário que utilizou a narrativa para observar e criticar as injustiças sociais da época. Já Dom Casmurro apresenta a história de Bentinho, que narra sua vida ao lado de Capitu, criando um dilema que gera debates até os dias de hoje: Capitu traiu Bentinho ou não? A ambiguidade da história contribui para sua relevância contínua.

Machado de Assis, que também foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, deixou um legado literário que vai além dessas duas obras icônicas. Abaixo, apresentamos quatro livros que também merecem destaque:

1. Quincas Borba

Publicado em 1892, Quincas Borba é narrado em terceira pessoa e conta a trajetória de Rubião, um jovem que se torna discípulo do filósofo Quincas Borba e herda sua fortuna. Ao enriquecer, Rubião viaja para a Corte no Rio de Janeiro, onde conhece amigos que se aproveitam de sua riqueza. O livro retrata as aventuras desse trio e as complexidades das relações sociais.

2. Esaú e Jacó

Esta obra, lançada em 1904, se inspira em uma passagem da Bíblia e apresenta a história de dois irmãos gêmeos, Pedro e Paulo, que são opostos em suas personalidades e se apaixonam pela mesma mulher. O romance é ambientado em um período de transição no Brasil, refletindo sobre a Proclamação da República e as tensões entre monarquistas e republicanos.

3. Helena

Publicada em 1876, Helena é um dos primeiros trabalhos de Machado e causou polêmica na época por abordar o tema do incesto. A história gira em torno de uma jovem pobre que descobre ser filha do conselheiro Vale e, ao herdar uma fortuna, passa a viver na casa do conselheiro com seu meio-irmão Estácio, filho legítimo.

4. Memorial de Aires

O último livro de Machado, publicado em 1908, é uma coletânea de histórias e experiências de Conselheiro Aires, uma figura recorrente em suas obras. A crítica literária sugere que o personagem é uma representação do próprio autor e que sua esposa, Carolina Augusta Xavier de Novais, seria retratada como D. Carmo.

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