Itabaiana · terça-feira · 13 de outubro de 2026
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Desde que assumiu o comando da Ponte Preta, há quase dois meses, o treinador Márcio Zanardi não conseguiu repetir uma única escalação. Ele foi contratado com a missão de mudar o desempenho da equipe na Série B, mas até agora utilizou oito formações diferentes em oito partidas, o que demonstra um cenário de constantes mudanças no elenco.

O retrospecto da equipe sob sua liderança revela dificuldades: são sete derrotas e um empate, sem nenhuma vitória. Essa situação é preocupante, visto que a equipe já completou 100 dias sem vencer na Série B. A falta de uma formação fixa se deve a vários fatores, que vão além das escolhas da comissão técnica.

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A crise financeira do clube levou à saída de jogadores importantes, enquanto o departamento médico acumulou desfalques e as punições ao clube impediram a utilização de reforços contratados para a temporada. Essas mudanças impactaram todos os setores do time.

As alterações começaram na posição de goleiro. Diogo Silva, que era o titular, rescindiu contrato devido aos atrasos salariais. Guilherme Viana assumiu a posição, mas acabou sendo substituído por Vinicius Ferrari após um desempenho irregular.

No setor defensivo, Zanardi tentou implementar um sistema com três zagueiros, mas enfrentou dificuldades. Lucas Cunha foi o único jogador que se manteve mais fixo, enquanto Sergio Palacios, Diego Leão, Márcio Silva e Danilo Barcelos alternaram entre titularidade, lesões e suspensões.

O meio-campo também sofreu com a saída de Tárik e a lesão de Murilo Cavalcante, reduzindo as opções de marcação e forçando o treinador a improvisar jogadores como Kevyson e Danilo Barcelos em diferentes momentos.

O ataque ainda enfrentou a perda de jogadores importantes devido à crise financeira. William Pottker e Diego Tavares deixaram o clube, e os atacantes Brandão, David da Hora, Rodriguinho e Baianinho não conseguiram se firmar como titulares.

A Ponte Preta contratou 11 jogadores desde a abertura da janela de transferências, mas nenhum pôde estrear devido a um transfer ban da CNRD e outros impedimentos da FIFA. Sem essas novas contratações, Zanardi teve que recorrer às categorias de base, com a média de idade do banco de reservas sendo de apenas 22,3 anos na última partida.

Na próxima sexta-feira, a equipe enfrentará o Ceará, e a expectativa é que a sequência de alterações continue. Márcio Silva, que ficou de fora do último jogo por problemas pessoais, voltou a treinar e poderá retornar ao time, assim como Brandão, que cumpriu suspensão. O volante Murilo Cavalcante, que está afastado há 90 dias por lesão, será reavaliado e pode voltar a ajudar a equipe nas rodadas finais da Série B.

A Ponte Preta, que ocupa a lanterna da competição com apenas nove pontos, busca encerrar um jejum de 14 partidas sem vitória e conquistar o primeiro triunfo sob a direção de Márcio Zanardi.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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