Relatório do The Telegraph afirma que a UEFA prepara um ultimato: Infantino deve renunciar ou pode ser alvo de votação de destituição. São necessárias 43 das 55 federações para convocar o pleito.
São Paulo, SP, 01 de agosto de 2026 – A crise envolvendo Gianni Infantino, presidente da FIFA, pode ganhar novos desdobramentos. De acordo com o jornal britânico The Telegraph, a UEFA está se preparando para um ultimato: Infantino deve renunciar ao cargo ou poderá enfrentar um processo para sua destituição.
Segundo a publicação, as 55 associações nacionais filiadas à UEFA votariam pela destituição do dirigente suíço caso ele opte por continuar no cargo. Para convocar a votação, a UEFA precisa do apoio de 43 federações.
A informação surgiu um dia após a FIFA desistir da criação da FIFA Forward Enterprise (FFE), projeto que visava a entrada de investidores privados nos ativos comerciais das principais competições da entidade, incluindo a Copa do Mundo. A UEFA já havia se manifestado em um comunicado oficial, celebrando essa decisão e afirmando que a liderança atual da FIFA “perdeu não apenas a confiança da UEFA, mas também a de muitos outros membros da família do futebol”. A confederação também solicitou uma revisão “profunda e estrutural” da governança da FIFA.
A pressão sobre Infantino aumentou na última sexta-feira, quando Carlos Cordeiro, assessor sênior do presidente da FIFA, pediu demissão em protesto contra a proposta. Logo após, Kevin Lamour, diretor de operações da entidade, afirmou que funcionários da FIFA foram “enganados” durante todo o processo.
O movimento de resistência ao projeto gerou uma rebelião dentro da própria FIFA, sendo chamado internamente de “Kill the Monster” (“Mate o Monstro”), em alusão aos esforços para impedir que a proposta avançasse. A UEFA, por sua vez, acusou a FIFA de tentar “vender a alma do futebol” e aprovou, por unanimidade, uma possível boicote a competições da entidade caso o projeto fosse adiante. As confederações Concacaf e Asiática também se posicionaram contra a proposta.
Com a falta de apoio suficiente entre as 211 associações nacionais filiadas à FIFA, Infantino decidiu abandonar o projeto. A pressão não se limitou apenas ao ambiente do futebol; o primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, defendeu a saída de Infantino da presidência da FIFA, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um aliado do dirigente suíço, afirmou que não foi consultado sobre a proposta.
Ashish Prashar, estrategista político ligado ao futebol, também se manifestou: “Infantino coordenou uma tentativa de roubar e destruir o futebol para encher os próprios bolsos. É fundamental que isso não apenas seja interrompido, mas que nunca mais tenha a chance de voltar a acontecer – começando pela saída do próprio Infantino”.
Até o momento, a FIFA não se pronunciou sobre a possibilidade de uma votação para a destituição de Gianni Infantino.
