Itabaiana · sábado · 10 de outubro de 2026
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EUA e Irã firmaram memorando de 14 pontos que entra em vigor imediatamente. Líderes mundiais celebram o avanço diplomático que promete redesenhar tensões no Oriente Médio.

Após a assinatura oficial do acordo de 14 pontos entre os Estados Unidos e o Irã, líderes mundiais se manifestaram positivamente sobre os esforços diplomáticos. O presidente Donald Trump e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, assinaram uma versão física do memorando de entendimento na quarta-feira, dia 17. Este documento, conforme informado por autoridades iranianas e paquistanesas, entrou em vigor imediatamente.

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O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, destacou que o Memorando de Entendimento de Islamabad estabelece como medidas iniciais a reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã e o início do fim do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos. Esses passos são considerados cruciais para a melhoria das relações entre os envolvidos.

A Suíça já informou que as conversas entre EUA e Irã estão previstas para a próxima sexta-feira, dia 19. O próprio presidente Trump comentou que o acordo de paz com o Irã “não foi fácil” e a China também celebrou a assinatura, considerando-a um avanço significativo.

O presidente francês, Emmanuel Macron, que recebeu Trump em um jantar durante a Cúpula do G7, afirmou que o acordo “abre caminho para uma paz duradoura” e pode levar à queda dos preços da energia. Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, parabenizou o acordo em um telefonema com seu homólogo iraniano, dizendo que “chegou o alvorecer da paz”.

O Paquistão, que atuou como mediador nas negociações entre Washington e Teerã, também apoiou o acordo. Sharif enfatizou que a assinatura no mais alto nível demonstra o compromisso dos dois lados em encontrar uma solução diplomática para o conflito.

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, expressou satisfação com o memorando, afirmando que o documento irá “reduzir” a capacidade nuclear do Irã e “restaurar a liberdade de navegação”. Entretanto, a reação não foi unânime. Vários senadores democratas americanos criticaram o acordo, argumentando que favorece o Irã em detrimento dos interesses americanos.

O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, afirmou que o acordo “será considerado um dos maiores desastres americanos, e isso porque Trump começou essa guerra”, completando que “ele não sabia como terminá-la”.

A senadora Elizabeth Warren também se manifestou, dizendo: “Eu entendo como os iranianos saem ganhando com este memorando de entendimento, mas certamente não vejo como isso ajuda uma única família americana”.

O senador Adam Schiff ressaltou que “este parece ser um ótimo acordo para o Irã e um péssimo acordo para os EUA”, destacando que é um acordo para chegar a um acordo sobre questões futuras, mas com poucos incentivos para o Irã realmente concordar com os termos.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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