Trent Reznor recordou que, no começo do Nine Inch Nails, o uso de recursos eletrônicos era encarado como “trapaça” por parte da cena rock. Em entrevista recente, o multi-instrumentista afirmou que existia um código não escrito que determinava o que era ou não considerado autêntico dentro do gênero.
Segundo Reznor, baterias eletrônicas e faixas de acompanhamento pré-gravadas eram vistas com desconfiança. “Lembro que não era aceitável ter eletrônicos. Se uma banda de rock usasse bateria eletrônica, diziam que era falta de habilidade”, relatou. O músico destacou que escolhia as máquinas não por ausência de bateristas, mas pelo timbre específico que procurava. “Gosto do som da máquina; ela acrescenta algo diferente”, explicou.
O compositor também criticou a separação rígida entre instrumentos orgânicos e digitais. Para ele, qualquer ferramenta — computador, piano ou uma sala cheia de músicos — serve ao mesmo objetivo: transformar ideias sonoras em algo audível. “Penso em como levar o som que está na nossa cabeça até os seus ouvidos. A tecnologia sempre fez parte desse processo”, resumiu.
Essa postura foi determinante para a identidade do Nine Inch Nails desde os anos 1990, marcada pela fusão de rock industrial com experimentação eletrônica e pela ampliação dos limites tradicionais do gênero.
Fonte: Tenho Mais Discos Que Amigos!
Fonte: Redação
