Descongelar carne de maneira inadequada pode favorecer a multiplicação de bactérias e comprometer a saúde do consumidor. Especialistas em segurança alimentar recomendam três procedimentos considerados seguros para retirar o alimento do estado de congelamento sem riscos.
Na geladeira: processo mais seguro
Planejamento é a palavra-chave. A peça deve ser colocada em um prato ou vasilha dentro do refrigerador, para que o líquido liberado não entre em contato com outros produtos. Mantida abaixo de 5 °C, a carne descongela lentamente: cortes pequenos costumam levar cerca de 24 horas, enquanto peças grandes podem exigir vários dias. Depois de descongelada, ela permanece própria para consumo por mais um ou dois dias, se mantida refrigerada.
Banho de água fria: alternativa rápida
Quando há pressa, a carne pode ser imersa — ainda embalada em saco plástico hermético — em uma bacia com água da torneira. A água deve ser trocada a cada 30 minutos para permanecer fria. Concluído o processo, o alimento precisa ser preparado imediatamente.
Micro-ondas: opção de emergência
O uso do micro-ondas exige atenção: é necessário selecionar a função descongelar e remover embalagens de isopor ou filme plástico, que podem liberar substâncias tóxicas sob calor. Como o aparelho aquece pontos diferentes da peça de forma irregular, o cozimento deve ocorrer logo após o procedimento. Congelar porções menores ajuda a obter resultado mais uniforme.
Práticas que devem ser evitadas
Pia ou bancada: deixar a carne à temperatura ambiente favorece a proliferação de micro-organismos em cerca de duas horas.
Água quente: além de alterar a textura, a temperatura elevada cria ambiente propício para bactérias.
Luz solar direta: acelerar o descongelamento ao sol é considerado inseguro.
Recongelar carne crua: se o alimento já descongelou por completo, ele só pode retornar ao freezer depois de cozido.
