Itabaiana · sábado · 10 de outubro de 2026
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A partir das 01h01 de Brasília desta quarta-feira (22), a nova tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre certos produtos brasileiros entra em vigor. A medida foi oficializada na virada de quinta (16) para sexta-feira (17) em um documento do USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos).

Essa nova alíquota é resultado de uma investigação que se desenvolveu após o anúncio do primeiro tarifaço de 50% contra o Brasil, feito em julho de 2025. Em junho deste ano, o USTR propôs a imposição da tarifa de 25% sobre as importações brasileiras, utilizando a Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana, que permite aos EUA investigar e retaliar outros países por práticas comerciais consideradas injustas.

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Apesar de uma série de audiências públicas em que a sociedade civil se manifestou contra a tarifa, o USTR determinou que as políticas do governo brasileiro em relação a comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, processamento de patentes e pirataria, etanol e desmatamento ilegal criam insegurança jurídica e competição desleal para os players dos EUA.

Funcionários do governo dos Estados Unidos expressaram insatisfação com o engajamento do Brasil nas negociações sobre a nova tarifa. Por outro lado, negociadores brasileiros consideraram a demanda norte-americana como “muito ruim e desvantajosa” para a indústria e a agricultura do país, e relataram que as negociações foram dificultadas pela falta de clareza dos EUA sobre pedidos específicos.

Em resposta a essa nova tarifa, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o dia 15 de julho “passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável”. O Planalto também anunciou que utilizaria instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade contra as novas cobranças dos EUA.

No cenário atual, o Executivo planeja insistir nas negociações com os EUA, reforçar a articulação com o setor privado para abrir novos mercados e responder de forma técnica. O vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa, destacaram a importância de continuar negociando e dialogando com o setor produtivo para lidar com a decisão do governo norte-americano.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, também indicou que uma retomada no processo da Lei de Reciprocidade é provável caso a nova tarifa seja efetivada. Ele enfatizou que “o país vai se proteger, vai se fazer respeitar”, embora tenha reformulado seu discurso ao afirmar que “retaliação” não faz parte da estratégia do governo.

O presidente Lula pediu estudos de impacto sobre a nova tarifa e adotou uma postura cautelosa na aplicação da Lei da Reciprocidade, visando evitar aumentos adicionais das tarifas e a elevação dos preços ao consumidor brasileiro. O mercado e especialistas seguem atentos aos movimentos do governo brasileiro frente a essa nova realidade.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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