Itabaiana · terça-feira · 25 de agosto de 2026
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Nos resultados do 2º tri/2026, co-CEOs Alex Norström e Gustav Söderström disseram que os investimentos em IA estão sob controle e com 'forte momentum'. Despesas operacionais subiram 3% para €941 mi.

O Spotify utilizou a divulgação de seus resultados do segundo trimestre de 2026 para tranquilizar investidores preocupados com o aumento dos gastos em inteligência artificial. Os co-CEOs da empresa, Alex Norström e Gustav Söderström, afirmaram que os custos relacionados à IA estão “sob controle” e que os produtos desenvolvidos com essa tecnologia apresentam “forte momentum”.

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As despesas operacionais da empresa aumentaram 3% em comparação ao ano anterior, alcançando 941 milhões de euros. No entanto, Söderström fez questão de colocar esse número em perspectiva.

“O crescimento das despesas operacionais não vem de pessoas; vem de infraestrutura computacional e marketing. Ambos são variáveis e estão totalmente sob nosso controle, e continuaremos investindo em IA nos nossos próprios termos”, afirmou.

A empresa tem utilizado modelos de diferentes fornecedores de IA, incluindo a Anthropic, e assegura que controla rigorosamente tanto o uso interno quanto o uso pelos consumidores dessas plataformas.

“Isso significa que a curva de custos também está sob nosso controle”, disse Söderström.

Essa abordagem contrasta com a de grandes empresas de tecnologia que enfrentam questionamentos crescentes de acionistas sobre o retorno de investimentos massivos em inteligência artificial. O Spotify pretende se distanciar desse cenário ao apresentar seus números.

Um dos principais produtos de IA em desenvolvimento é a ferramenta de remix, que permitirá aos assinantes premium recombinarem faixas de artistas que optarem por participar, garantindo compensação e crédito. O coletivo de selos independentes Merlin se uniu à Universal Music Group no licenciamento de música para essa iniciativa. Apesar do crescimento na adesão, Söderström reconheceu que muitos artistas ainda mostram ceticismo.

“O que estamos fazendo é algo diferente, e os artistas percebem que nossos produtos são sobre artistas reais, não artistas falsos. No caso dos remixes, artistas reais com vozes reais”, disse.

Ainda não há uma data definida para o lançamento da ferramenta, mas o Spotify deve disponibilizar uma prévia para um grupo limitado de usuários antes de lançar um catálogo completo, começando com faixas de artistas específicos para coletar feedback e aprimorar o modelo.

“Vamos deixar fãs de um determinado artista começarem a fazer remixes com músicas daquele artista”, explicou Söderström.

O executivo também enfatizou que a empresa não precisa de acordos com todas as gravadoras para lançar a ferramenta, lembrando que o Spotify começou sem a licença para transmitir artistas como Beatles e Metallica.

“Gostaríamos de ter o máximo de artistas possível, mas não esperamos ter todos”, disse.

Com 777 milhões de usuários ativos mensais e 300 milhões de assinantes premium, o Spotify se posiciona como um dos principais players para o desenvolvimento de IA aplicada à música.

“Temos 777 milhões de pessoas e fãs de música para fazer aprendizado por reforço, o que é por isso que acreditamos estar muito bem posicionados nesse negócio”, concluiu Söderström.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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