Sete pessoas foram presas em flagrante na sexta-feira (10/4) sob acusação de peculato e organização criminosa por envolvimento em um esquema de desvio de combustível pago pela Prefeitura de Goiânia.
A operação começou após uma denúncia anônima recebida na quarta-feira (8/4) pelo gabinete da vice-prefeita, Coronel Cláudia Lira. A informação foi repassada ao serviço de inteligência do Batalhão do Grupamento de Intervenção Rápida Ostensiva (Giro), da Polícia Militar, que monitorou a movimentação até chegar ao flagrante.
O crime foi constatado em um posto credenciado do município, localizado na Avenida Perimetral Norte, bairro Vila Regina. Um motorista de caminhão terceirizado da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra) abastecia um reservatório com 1.000 litros de diesel usando o cartão corporativo da pasta. O frentista recebia propina para permitir o desvio.
Além do motorista e do frentista, foram autuados mais dois condutores vinculados à Seinfra, o proprietário de uma empresa prestadora de serviços à secretaria e dois funcionários dessa companhia. Todos permanecem na Central de Flagrante da Polícia Civil, que apura a participação de outros suspeitos.
Em depoimento, o motorista admitiu que completava o galão de 1.000 litros pela manhã, enquanto outro colega repetia o procedimento à tarde, várias vezes por semana, a mando do dono da empresa. O combustível era revendido a R$ 4 o litro, com pagamento em dinheiro ou via Pix, para uma lista de contatos. A polícia recolheu comprovantes de transações realizadas em outros postos credenciados durante a semana.
A investigação calcula prejuízo inicial superior a R$ 500 mil apenas nos últimos sete dias, período em que foram identificados quatro abastecimentos irregulares em postos diferentes. A Prefeitura de Goiânia instaurou processo administrativo e informou que os três motoristas servidores poderão ser demitidos ao término da apuração, além de responderem criminalmente.
Com informações de Auvaro Maia
