Protocolado no IBGE em 23/7, o estudo resulta de trabalho conjunto da Seplan e das prefeituras. O levantamento cartográfico busca formalizar o traçado acordado entre Aracaju e São Cristóvão, sem mudanças significativas.
A Secretaria Especial de Planejamento, Orçamento e Inovação de Sergipe (Seplan) entregou um estudo complementar de delimitação municipal entre Aracaju e São Cristóvão ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A entrega do documento ocorreu nesta quinta-feira, 23 de julho de 2026.
De acordo com o secretário de Estado de Planejamento, Júlio Filgueira, o estudo foi realizado em colaboração com as prefeituras e incluiu análises feitas com materiais cartográficos. Segundo ele, o objetivo é consolidar o limite pactuado entre os dois municípios.
“Não muda significativamente, mas ele promove pequenas adaptações, permitindo que, no território, na área, ambos os municípios possam identificar quais são as residências e os comércios, qual é o arruamento, qual é o bairro, quais são os equipamentos públicos que ficarão em São Cristóvão e aqueles que ficarão em Aracaju”, explicou Júlio.
A Seplan informou que o documento também foi entregue à Justiça Federal, cumprindo uma determinação judicial que exige a identificação dos marcos entre Aracaju e São Cristóvão. Isso possibilita a definição da linha divisória da área em discussão.
A elaboração do estudo complementar utilizou a linha divisória consensuada em um estudo técnico anterior, além de considerar outras divisas municipais presentes na base cartográfica oficial do IBGE. O secretário destacou que o órgão buscou preservar o arruamento existente e respeitar as questões naturais e as propriedades, evitando que o traçado passasse pelo meio de uma propriedade.
“O IBGE é quem tratará de assimilar esse novo traçado para fins cartográficos e para fins de base geográfica nacional. A partir daí, o IBGE passa a considerar esse como território formalmente reconhecido”, informou.
Com a nova delimitação, no bairro Mosqueiro, aproximadamente 25% do território, incluindo a Orlinha Pôr do Sol, passará a ser parte de São Cristóvão. No bairro Areia Branca, cerca de metade do território ficará dividido entre os municípios. Além disso, a maior parte do bairro Matapuã será incorporada a São Cristóvão, enquanto apenas uma pequena parte do bairro Santa Maria será transferida para o município.
Quanto ao plebiscito, Júlio afirmou que a realização da consulta popular com os moradores de ambos os municípios é inviável durante as eleições de 2026, devido aos prazos legais estabelecidos. Ele mencionou que a lei exige que a consulta popular, excepcionalmente em 2026, deve observar um prazo mínimo de 60 dias, o que significa que o plebiscito deveria ser convocado até 4 ou 5 de agosto.

