O sargento da Polícia Militar de Minas Gerais, Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, foi preso suspeito de matar sua esposa, a capitã Michele Leão Azevedo, de 41 anos, em Belo Horizonte. A capitã chegou ao Hospital Odilon Behrens sem sinais vitais e apresentava múltiplas lesões pelo corpo. O caso gerou grande repercussão e investigações estão em andamento.
Eduardo Abner ingressou na Polícia Militar após ser aprovado em um concurso público em 2007. Contudo, em 2009, a corporação instaurou um Processo Administrativo de Exoneração (PAE) contra ele, resultando em sua expulsão. A justificativa da exoneração foi a omissão de informações sobre uma apreensão por porte ilegal de armas na adolescência, o que foi considerado uma falta de idoneidade moral.
No entanto, a 3ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias de Belo Horizonte reverteu a exoneração, reintegrando o sargento à corporação. O Estado de Minas Gerais recorreu da decisão, mas o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) manteve a reintegração e determinou que o Estado pagasse os salários devidos durante o período em que ele ficou afastado.
Além disso, Eduardo Abner já havia sido denunciado por agressões por duas ex-namoradas. A primeira denúncia ocorreu em 2014, quando uma mulher relatou ameaças e agressões após o término de um relacionamento. A segunda denúncia foi em 2016, quando uma ex-companheira alegou ter sido agredida após flagrar uma traição. Ela obteve uma medida protetiva contra o sargento, que desrespeitou a ordem judicial e ameaçou familiares da mulher.
Em nota, o advogado de defesa do sargento, Gustavo Nepomuceno Lopes, afirmou que a defesa está acompanhando a investigação e pediu cautela na análise do caso. Ele destacou a importância de aguardar a conclusão das investigações e dos laudos periciais antes de qualquer julgamento precipitado. A defesa confia que todas as circunstâncias serão esclarecidas pelas autoridades competentes.
O caso segue em fase inicial de apuração e as investigações continuam.
