Com oito rodadas restantes, o Santos está em 8º e fora da zona direta da Libertadores. Neymar volta contra o Fluminense e o clube precisa somar o máximo de pontos para alcançar uma das vagas.
O Santos sonha em voltar à Conmebol Libertadores depois de cinco edições fora do torneio e tem oito decisões pela frente no Campeonato Brasileiro. O time está no oitavo lugar e fora da zona de classificação direta: os quatro primeiros se garantem na fase de grupos e o quinto colocado disputa a chamada “pré-Libertadores”, com dois mata-matas.
O clube terá retorno de Neymar contra o Fluminense, segundo a programação do time, e precisa somar o maior número de pontos possíveis nas partidas que restam. Historicamente, há boas chances de vagas adicionais surgirem no Brasileirão: em seis das últimas nove edições do campeonato, o oitavo colocado conseguiu ir para a Libertadores.
Além do desempenho próprio, o Santos precisa torcer por desdobramentos em outras competições nacionais e continentais. Se clubes que estão à frente na tabela conquistarem títulos em torneios como a Libertadores, a Sul-Americana ou a Copa do Brasil, as vagas podem ser redistribuídas pelo Brasileiro. Flamengo, Palmeiras, Fluminense e Atlético-MG são exemplos de times que podem influenciar esse cenário ao disputar ou seguir vivos em outras competições.
Também há efeito indireto vindo da disputa contra o rebaixamento. Grêmio e Vasco, se conquistarem a Copa do Brasil e acabarem rebaixados, não poderiam jogar a Libertadores por não estarem na primeira divisão. Nesse caso, a vaga obtida pela Copa do Brasil seria repassada via Brasileirão, conforme o Manual de Clubes da Conmebol, que não permite participação de equipes fora da primeira divisão.
Possíveis cenários
- G-5: se nenhum brasileiro for campeão da Libertadores ou Sul-Americana, e os finalistas da Copa do Brasil não terminarem entre os cinco primeiros do Brasileirão.
- G-6 com cinco vagas diretas: se um dos brasileiros for campeão da Libertadores ou da Sul-Americana (e seguir dentro do G-5), uma vaga direta abre no Brasileirão.
- G-6 com quatro vagas diretas: se o campeão da Copa do Brasil já tiver vaga direta, o vice vai para fase de grupos, e a vaga da segunda fase fica para o Brasileirão.
- G-7 com cinco vagas diretas: cenário provável se não houver título da Libertadores e da Sul-Americana por brasileiros e os dois finalistas da Copa do Brasil já tiverem vagas diretas; as duas vagas do torneio nacional migram para o Brasileiro.
- G-7 com seis vagas diretas: pode ocorrer com combinação de títulos e posições específicas, como um brasileiro ganhando a Libertadores e o Atlético-MG conquistando a Sul-Americana mantendo posição no G-6.
- G-8 com seis vagas diretas: se um brasileiro for campeão da Libertadores e um dos finalistas da Copa do Brasil já tiver vaga direta.
- G-8 com cinco vagas diretas: se Atlético-MG ou Vasco conquistar a Sul-Americana e chegar à final da Copa do Brasil contra o Palmeiras, com redistribuição de vagas pelo Brasileiro.
- G-9 com sete vagas diretas: só acontece se o Brasil for campeão na Libertadores e na Sul-Americana, em combinação com posições específicas do Brasileirão e final da Copa do Brasil.
São muitas combinações possíveis: cálculos anteriores apontaram até 192 combinações diferentes envolvendo Libertadores, Sul-Americana e Copa do Brasil neste fim de temporada. Por isso, além de vencer, o Santos precisa acompanhar resultados de rivais e desdobramentos nas copas para maximizar as chances de vaga.
Jogos que restam para o Santos em 2026:
- 18/10 — Fluminense (fora)
- 24/10 — Bahia (casa)
- 28/10 — Palmeiras (casa)
- 02/11 — Red Bull Bragantino (fora)
- a definir — Coritiba (fora)
- a definir — Grêmio (casa)
- a definir — Vitória (fora)
- 02/12 — Botafogo (casa)
O Santos precisa, portanto, combinar bom aproveitamento nas oito partidas que restam com resultados favoráveis em outras competições. A situação na tabela e os desdobramentos das copas vão definir se vagas extras irão surgir no Brasileirão, possibilitando o retorno do clube à Libertadores em 2027.
