Em visita a Ceuta, o primeiro-ministro Pedro Sánchez chamou a entrada massiva de migrantes de "violação da soberania". O Ministério registra cerca de 49 mil chegadas em 24h; o prefeito cita cerca de 60 mil.
A travessia em massa de migrantes de Marrocos para o enclave espanhol de Ceuta, no norte da África, foi considerada uma “violação da soberania territorial da Espanha”, segundo declaração do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez. A fala ocorreu durante sua visita a Ceuta, onde esteve acompanhado do ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska.
De acordo com o Ministério do Interior da Espanha, cerca de 49 mil migrantes cruzaram a fronteira para o enclave nas últimas 24 horas. O prefeito de Ceuta, Juan Jesús Vivas, informou que aproximadamente 60 mil pessoas teriam atravessado a fronteira nos últimos dias, o que representa mais da metade da população local.
Após essa crise de imigração, a Espanha e Marrocos iniciaram um reforço na cerca fronteiriça, o que aparentemente interrompeu as travessias em massa. No entanto, essa situação resultou em pelo menos 34 mortes, o que gerou preocupações na Europa. A Itália, por exemplo, sinalizou a possibilidade de suspender o programa de fronteiras abertas da União Europeia devido a essa crise.
Nos portões de entrada de Ceuta, as autoridades marroquinas utilizaram caminhões com canhões de água para repelir os migrantes. Durante os confrontos, foram encontrados restos carbonizados de um ônibus e sete carros nas proximidades, evidenciando a tensão no local. As autoridades espanholas afirmaram que buscam expulsar rapidamente aqueles que entraram ilegalmente, embora uma decisão judicial tenha imposto novas restrições às regras de “rejeição de fronteira”, que permitiriam expulsões imediatas.
