A mobilidade elétrica cresce e torna essencial entender as diferenças entre correntes, potências e tipos de recarga. Confira informações práticas da ABVE para escolher o plugue e infraestrutura certos para seu veículo.
A mobilidade elétrica está em expansão e exige que os motoristas se adaptem a novos hábitos e compreendam melhor como funciona o carregamento de seus veículos. Um dos pontos centrais dessa experiência é o sistema de carregamento de energia, que varia conforme a infraestrutura e outros fatores.
Para facilitar a compreensão, apresentamos um resumo sobre os tipos de carregadores de carros elétricos, com base nas informações da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico). É importante entender as diferenças entre as correntes e potências de recarga, pois esses fatores são fundamentais para otimizar o uso do automóvel no dia a dia e em viagens.
A divisão técnica de qualquer recarga está no tipo de corrente elétrica utilizada: Corrente Alternada (AC) e Corrente Contínua (DC). A principal diferença entre elas não está apenas na velocidade, mas também na forma como a energia é convertida para ser armazenada na bateria do carro.
Corrente Alternada (AC): A energia que chega às tomadas das residências e empresas é fornecida em corrente alternada. As baterias dos carros elétricos, por sua vez, armazenam energia em corrente contínua. O carregamento em AC requer um componente chamado OBC (On-Board Charger), que está instalado dentro do veículo. A velocidade de carregamento dependerá tanto da capacidade da estação externa quanto do limite do carregador interno do carro.
Na categoria AC, a ABVE destaca duas soluções principais:
- EVSE portátil: Um cabo compacto que acompanha muitos modelos de carros e pode ser ligado em tomadas convencionais. É útil em emergências e viagens, mas fornece baixa potência, exigindo mais tempo para completar a carga.
- Wallbox: Uma estação de parede projetada para residências e estabelecimentos comerciais, que oferece mais estabilidade e segurança, permitindo gerenciar potências mais elevadas e agendar horários de recarga por aplicativo.
Corrente Contínua (DC): Para quem precisa de abastecimento rápido, a recarga em corrente contínua é a melhor opção. Neste caso, a conversão da energia é feita pela estação externa, que injeta a energia diretamente no sistema do veículo. O processo é monitorado pelo BMS (Battery Management System), que cuida da saúde e temperatura das células da bateria.
Os eletropostos DC trabalham com potências elevadas, que variam de 50 kW a 350 kW, reduzindo o tempo de parada para cerca de 20 a 40 minutos na maioria dos modelos.
O futuro: A infraestrutura de recarga também evoluiu, trazendo o carregamento bidirecional. Essa capacidade transforma a bateria do veículo em uma reserva de energia móvel, que pode alimentar outros dispositivos. Existem quatro aplicações principais:
- V2L (Vehicle-to-Load): O carro fornece energia para eletrodomésticos e ferramentas.
- V2H (Vehicle-to-Home): A bateria atua como um gerador residencial.
- V2B (Vehicle-to-Building): O veículo fornece energia para prédios comerciais.
- V2G (Vehicle-to-Grid): O automóvel devolve energia para a rede elétrica.
A escolha entre um sistema AC ou DC dependerá da rotina de uso e da infraestrutura disponível. Enquanto os pontos residenciais em corrente alternada garantem abastecimento rotineiro, a rede em corrente contínua é essencial para trajetos longos de forma eficiente.
