Estar em um relacionamento aberto significa ter uma parceria fixa, que pode ser um namoro ou casamento, mas sem exclusividade sexual. Ou seja, o casal continua junto, mas permite que cada pessoa tenha sua própria autonomia para transar com outras, desde que respeite os combinados estabelecidos entre eles.
Essas regras podem variar de casal para casal. Algumas pessoas preferem saber com quem a parceria está saindo; outras optam por não saber de nenhum detalhe. Há relações em que as transas precisam ser comunicadas antes, enquanto outras funcionam com mais liberdade. Ainda assim, o vínculo principal continua sendo o do casal.
Já no poliamor, a lógica é diferente. A idéia é que uma pessoa possa ter mais de um relacionamento amoroso ao mesmo tempo, sem que exista uma relação central. São relações que não envolvem só sexo casual, mas vínculos afetivos, compromisso e até planos de vida.
No poliamor, é comum conhecer pessoas que têm mais de um parceiro fixo ao mesmo tempo. Em alguns casos, todos se conhecem e formam configurações como trisais, quadrisais e redes de relacionamentos. Em outros, as relações existem de forma paralela, sem que as pessoas envolvidas interajam entre si.
Poliamor e relacionamento aberto fazem parte da não monogamia?
Pessoas adeptas ao poliamor podem se considerar não monogâmicas, já que o modelo envolve múltiplos vínculos amorosos consensuais. Já quem está em um relacionamento aberto pode ou não se identificar como não monogâmico.
Algumas pessoas podem se enxergar dentro de uma estrutura monogâmica — com um casal principal —, mas ter liberdade sexual fora da relação. Outras preferem usar o termo não monogamia consensual, que descreve relações em que os parceiros mantêm transparência e consentimento sobre as relações fora do casamento ou namoro.
Apesar das diferenças, os dois modelos têm em comum a comunicação clara, consentimento e combinados entre os envolvidos para tudo funcionar de forma saudável.
Uma breve história sobre o poliamor
Embora a ideia de manter múltiplos vínculos afetivos ou sexuais exista há muito tempo em diferentes culturas e comunidades, a palavra poliamor é relativamente recente.
O termo polyamory surgiu no início dos 1990, em um artigo da sacerdotisa pagã Morning Glory Zeli-Revenheart chamado “Um Buquê de Amantes”, publicado na revista Green Egg. A expressão surgiu como uma forma de alternativa à palavra poligamia, que era usada para se referir à prática de ter múltiplos casamentos formais
Já o poliamor passou a designar algo diferente: a possibilidade de manter múltiplos relacionamentos consensuais além do namoro ou casamento.
Ao longo da década de 1990, o conceito começou a ganhar mais visibilidade, especialmente em comunidades que discutiam modelos de não monogamia consensual. Um dos marcos dessa popularização foi o livro The Ethical Slut (algo como A Puta Ética em português), de Dossie Easton e Janet Hardy, publicado em 1997.
