A BIA Advisory Services elevou sua projeção para o mercado de publicidade local nos Estados Unidos em 2026. O novo cálculo aponta faturamento total de US$ 184,5 bilhões, puxado principalmente por investimentos em plataformas digitais ‑ com destaque para mobile, redes sociais, vídeo e CTV/OTT ‑ e pela resiliência de veículos tradicionais, em especial o rádio.
Crescimento revisto para cima
O valor estimado supera a previsão anterior de US$ 181,7 bilhões. Sem incluir a verba destinada à propaganda política, o montante projetado também subiu: passou de US$ 172,7 bilhões para US$ 176,1 bilhões. Segundo a consultoria, setores como mercado imobiliário, restaurantes, turismo, varejo e serviços financeiros devem liderar a expansão.
Desempenho do rádio
No recorte por mídia, o rádio digital deve avançar 2,0%, alcançando US$ 2,30 bilhões. Já o rádio OTA (over-the-air, no dial) deve registrar leve retração de 0,3%, totalizando US$ 9,86 bilhões, sinal de estabilidade em meio à migração para o ambiente online. A BIA destaca que a combinação de alcance local, capilaridade e adoção de streaming e podcasts mantém o meio relevante no mix publicitário.
Outros meios
Entre as demais plataformas, o CTV/OTT lidera o crescimento, com alta de 9,7% (US$ 3,64 bilhões, já descontada a publicidade política). O digital de TV sobe 3,9%, enquanto a TV aberta OTA recua 2,3%.
Participação digital ultrapassa 56%
Em 2026, a BIA projeta que os meios digitais concentrem US$ 104,1 bilhões, equivalentes a 56,4% da receita local. A mídia tradicional responderia pelos demais US$ 80,4 bilhões (43,6%), confirmando a transformação em curso no mercado, mas sem eliminar a importância das plataformas convencionais.
Impacto da propaganda política
Considerando os ciclos eleitorais, o crescimento total do investimento local chega a 8,1%. Mesmo assim, a consultoria ressalta que o setor não enfrenta retração, mas uma mudança estrutural na distribuição de verbas.
Visões dos analistas
Sena Mele, vice-presidente de Forecasting e Análise de Dados da BIA, afirma que a expansão de redes sociais e TV conectada evidencia uma redistribuição do orçamento dos anunciantes. Para Rick Ducey, diretor-gerente da empresa, o comportamento de consumo mostra peso maior dos gastos discricionários entre pessoas de renda mais alta, enquanto itens essenciais permanecem guiados por busca de valor.
De acordo com a consultoria, o rádio, ao combinar sua presença histórica no dial com a crescente oferta de streaming e podcasts, mantém posição de pilar estável e adaptável no ecossistema local de mídia norte-americano.
Com informações de Tudo Rádio
