Luana Machado, 23 anos, percorre diariamente os corredores do Hospital Infantil e Maternidade de Vila Velha, na Grande Vitória, agora como estagiária de farmácia. O mesmo espaço foi palco, em 2003, de sua luta pela sobrevivência depois de nascer com apenas seis meses de gestação.
Transferência de urgência
Nascida em São Mateus, no Norte do Espírito Santo, Luana precisou ser transferida à unidade de Vila Velha apenas 14 horas após o parto. Chegou em estado grave, necessitando de ventilação mecânica e cuidados intensivos.
A diretora assistencial Vanusa Guasti, que já atuava no hospital na época, recorda que a equipe precisou agir rapidamente. Durante a internação, a recém-nascida sofreu uma parada cardiorrespiratória, mas se recuperou após manobras de reanimação.
Do abrigo à adoção
Depois da alta, a bebê foi encaminhada a uma casa de amparo, pois a família biológica não tinha condições de mantê-la. No local, conheceu a funcionária Luci Machado de Oliveira, que logo iniciou o processo de adoção. “Minha filha é um presente de Deus”, afirma Luci ao lembrar dos primeiros contatos com a menina.
Retorno como profissional
Hoje, já adulta, Luana acompanha a rotina hospitalar do outro lado do balcão. Para ela, trabalhar onde foi salva tem significado especial. “É uma emoção muito grande estar perto de quem tanto me ajudou”, diz. A jovem também reconhece o papel fundamental da mãe adotiva: “Se não fosse a força dela, eu não estaria aqui. Ela foi meu pilar”.
Enquanto avança na formação acadêmica, Luana segue cumprindo estágio na farmácia do hospital, local que reúne lembranças de um passado delicado e perspectivas de futuro na área da saúde.
Com informações de Só Notícia Boa
