Itabaiana · segunda-feira · 24 de agosto de 2026
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A memória RAM armazena dados usados pelo processador e pelos jogos, garantindo carregamento rápido. Hoje os títulos modernos e programas em segundo plano competem por espaço, elevando a necessidade para 16 GB.

A memória RAM tem papel crucial em qualquer computador. Resumidamente, ela guarda informações essenciais para que o processador as resgate de forma muito mais rápida do que seria com uma unidade de armazenamento, mesmo um SSD NVMe. Imagine que tudo do PC vai para a RAM e, quando um jogo é aberto, ele disputa espaço com todo o sistema e com os programas em segundo plano.

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Cada jogo de PC traz requisitos de sistema. Dependendo do estúdio, esses requisitos vão desde componentes de entrada até configurações para entusiastas. Algo que tem ficado cada vez mais comum é a indicação, às vezes mínima, de 16 GB de RAM. O aumento contínuo dessas exigências coincide com um momento de maior necessidade desse componente.

O primeiro ponto a considerar é que um jogo nunca roda isolado no computador. O próprio sistema operacional, especialmente o Windows 11, consome uma fatia considerável de memória apenas para manter a interface, processos de segurança e serviços essenciais funcionando. Em um sistema recém-inicializado, não é raro ver o uso de RAM variar entre 3 GB e 5 GB. Somado a isso, o hábito do jogador moderno mudou: é quase padrão manter navegadores com dezenas de abas abertas, aplicativos de comunicação como o Discord, softwares de periféricos (mouse, teclado, iluminação RGB) e launchers como Steam ou Epic Games ativos em segundo plano.

Em um PC com apenas 8 GB de RAM, o jogo já inicia a partida disputando o espaço super restrito que sobrou depois que o Windows e seus programas diários ocuparam boa parte dele. Isso torna mais provável o aparecimento de engasgos e limitações de desempenho.

Outra razão é a evolução técnica dos jogos. A transição geracional nos consoles (PlayStation 5 e Xbox Series X/S) redefiniu a forma como os jogos para PC são desenvolvidos. Motores modernos como a Unreal Engine 5 e tecnologias como Nanite e Lumen trabalham com densidade de polígonos e iluminação em tempo real muito superiores, exigindo o carregamento antecipado de texturas, modelos 3D, áudio e inteligência artificial de NPCs para permitir mapas maiores e menos telas de carregamento.

O salto para resoluções como Quad HD (1440p) e 4K demanda pacotes de textura maiores. Embora grande parte disso vá para a memória dedicada da placa de vídeo (VRAM), a RAM do sistema gerencia o fluxo constante desses arquivos entre armazenamento e GPU.

O papel da RAM e da VRAM é íntimo: quando a placa de vídeo não possui VRAM suficiente, os dados excedentes são movidos para a RAM do sistema. Se a RAM também se esgota, o sistema recorre ao arquivo de paginação (swap), gravando temporariamente no SSD. Mesmo SSDs NVMe sendo muito rápidos, eles ainda são mais lentos que a comunicação entre CPU e RAM, o que se traduz em travamentos e quedas bruscas na taxa de FPS.

Atualmente, ter 8 GB de RAM em um PC focado em games significa enfrentar limitações como fechar programas antes de jogar e engasgos em títulos AAA recentes. Por isso, 16 GB se consolidam como o novo “piso” recomendado para a maioria dos jogos, oferecendo margem para que jogo e sistema operacional convivam sem estrangular o desempenho. Ao mesmo tempo, títulos muito pesados e mal otimizados já começam a recomendar 32 GB para quem busca melhor experiência e maior longevidade ao montar ou atualizar um PC.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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