Itabaiana · sábado · 24 de outubro de 2026
⏱ 3 min de leitura

Foram 66 atletas usados na temporada, o equivalente a seis times, resultado de trocas contínuas diante de uma crise técnica. O total é 50% maior que em 2025 (66 a 44) e explica as mudanças drásticas no elenco.

Campinas (SP), 23/10/2026 — A Ponte Preta colocou em campo jogadores suficientes para formar seis equipes completas ao longo de 2026. Foram 66 atletas utilizados até a reta final da temporada, um número que ajuda a explicar por que a reconstrução do time se tornou permanente: enquanto tentava corrigir problemas esportivos, o clube precisou substituir peças e buscar soluções diante de uma crise que alterava suas opções.

Publicidade

O total de 66 atletas supera em 22 nomes os 44 utilizados em 2025, ano em que o time conquistou a Série C. Esse aumento de 50% acompanha a passagem de uma temporada de título nacional para outra encerrada esportivamente pelo retorno à terceira divisão.

A contagem dos jogadores exige distinções importantes. Os 66 profissionais não correspondem necessariamente a 66 contratações: o grupo reúne atletas que começaram o ano no elenco, reforços incorporados ao longo das competições e jovens promovidos das categorias de base. Também houve o movimento inverso, com jogadores contratados que deixaram a Ponte sem estrear.

Em agosto, oito recém-chegados saíram diante da dificuldade para regularização. Essas saídas reforçaram a necessidade de recompor o elenco, mas nem sempre os acordos concretizados se transformaram em alternativas disponíveis para as partidas.

Outro episódio que marcou a temporada foi a viagem para enfrentar o América-MG, no final de agosto, com um grupo formado por 18 atletas formados no próprio clube, durante uma paralisação dos profissionais. A utilização dos jovens permitiu cumprir o compromisso naquele momento de crise, mas também ilustrou a diferença entre promoção planejada e convocação de emergência: uma promoção oferece tempo de adaptação; uma convocação emergencial exige resposta imediata.

A alta rotatividade complica a construção de entrosamento e obriga a comissão técnica a refazer combinações táticas com frequência. A rotatividade, sozinha, não explica todos os resultados da temporada, mas contribuiu para a dificuldade de formar um time estável ao longo das competições.

Para 2027, a Ponte precisará avaliar mais do que nomes disponíveis no mercado: a capacidade de manter o elenco junto, cumprir compromissos contratuais e registrar atletas será parte central do processo de reconstrução esportiva. Contratar pode corrigir posições pontuais; dar continuidade ao trabalho exigirá uma estrutura que permita ao time permanecer unido e evoluir ao longo de uma temporada.

Redação
ESCRITO POR
Redação

Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

11181 artigos publicados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

🔔

Quer receber as notícias em primeira mão?

Notificações das principais notícias de Sergipe direto no seu navegador — sem spam.