Itabaiana · quarta-feira · 08 de julho de 2026
⏱ 3 min de leitura

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que entrou em contato com o presidente da FIFA, Gianni Infantino, para solicitar a revisão da expulsão do atacante Folarin Balogun durante a Copa do Mundo de 2026. A FIFA acatou o pedido e suspendeu a punição, permitindo que o jogador atuasse nas oitavas de final contra a Bélgica.

A expulsão de Balogun ocorreu na partida contra a Bósnia, válida pelos 16 avos de final do torneio, após uma falta considerada dura pelo árbitro brasileiro Raphael Claus. Segundo informações, o governo americano chegou a recrutar advogados para montar um dossiê contra Claus, acusando-o de envolvimento em um esquema de manipulação de resultados no Brasil. No entanto, a FIFA afirmou não ter encontrado indícios dessas irregularidades.

Publicidade

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) defendeu Raphael Claus, descrevendo-o como um dos melhores árbitros em atividade, com uma trajetória marcada pela excelência técnica e ética no futebol.

Claus já atuou nas principais divisões do Campeonato Brasileiro e em competições sul-americanas, sendo esta sua segunda participação na Copa do Mundo, após apitar jogos de seleções como Espanha, Inglaterra e Marrocos.

A UEFA (União das Associações Europeias de Futebol) classificou a decisão de revisão como “incompreensível e injustificável”, afirmando que essa medida “cruza uma linha vermelha”. O chanceler da Bélgica, Maxime Prévot, também se manifestou, alertando que, se a autorização para Balogun jogar veio por meio de Trump, as regras do futebol e do esporte estariam sendo “minadas”.

A interferência no caso Balogun não é a primeira polêmica envolvendo os Estados Unidos como país-sede. Washington permitiu a entrada da delegação iraniana apenas um dia antes de sua partida, e o árbitro da Somália, Omar Abdulkadir Artan, foi barrado no país por supostas ligações terroristas e deportado, negando as acusações e afirmando ter sido vítima de preconceito.

Antes do início da Copa, Infantino entregou um prêmio a Trump, marcando uma aproximação entre os dois, vista como pano de fundo para os episódios subsequentes. O professor de Relações Internacionais, Carlos Gustavo Poggio, destacou que a relação entre Trump e a FIFA é vista com desconfiança, dada a história de problemas de credibilidade da entidade.

“A questão não é nem a decisão técnica, se a FIFA pode ou não pode fazer isso ou aquilo. A questão é o envolvimento do presidente americano nessas questões. Isso cria uma impressão clara de interferência”, afirmou Poggio.

Poggio também observou que o comportamento de Trump segue um padrão já observado em outras áreas, ressaltando que ele obedece apenas às regras que funcionam para ele. Lourival Sant’Anna apontou que a situação prejudica a imagem dos Estados Unidos no futebol mundial, questionando se os EUA poderiam forçar a FIFA a anular decisões de árbitros desfavoráveis.

“Vai ficar todo mundo com prevenção contra os Estados Unidos. Será que depois os Estados Unidos vão obrigar a FIFA a anular decisões do juiz que não foram favoráveis?”, questionou Lourival.

Redação
ESCRITO POR
Redação

Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

5875 artigos publicados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

🔔

Quer receber as notícias em primeira mão?

Notificações das principais notícias de Sergipe direto no seu navegador — sem spam.