Imagens da artista nos ombros de segurança negro viralizaram e geraram críticas sobre a reprodução de simbologias escravocratas em pleno circuito carnavalesco.
SALVADOR, BA – A eterna “loira do Tchan” e líder do bloco infantil Algodão Doce, Carla Perez, utilizou suas redes sociais nesta segunda-feira (16/02/2026) para se retratar após um vídeo de sua apresentação no circuito Osmar (Campo Grande) causar indignação em parte do público.
📸 O que aconteceu?
Durante o percurso do bloco, Carla foi filmada sentada nos ombros de um integrante de sua equipe de segurança, um homem negro.
• A Crítica: Internautas e ativistas apontaram que a imagem remete à estética do período colonial, onde pessoas negras eram utilizadas como meio de transporte para pessoas brancas.
• A Repercussão: O vídeo rapidamente se espalhou, dividindo opiniões entre quem via apenas um “recurso técnico” para a artista enxergar as crianças e quem via uma manutenção de hierarquias raciais.
📝 Os Pontos Principais da Nota Oficial
Carla Perez optou por um tom de humildade e aprendizado:
1. Reconhecimento do Erro: “A imagem que ficou é dura, e eu reconheço isso”, afirmou a artista, sem tentar minimizar o impacto visual da cena.
2. A Justificativa: Ela explicou que a decisão foi tomada no calor do momento para conseguir interagir com as crianças pequenas que ficam no chão, já que sua estatura dificultava o contato de cima do trio.
3. Consciência Social: Ao dizer que a cena “reproduz simbologias que nos atravessam enquanto sociedade”, ela admitiu que a intenção individual não anula o significado coletivo da imagem.
🗣️ Reação nas Redes
• Apoio: Fãs da artista destacaram seu histórico de carinho com a equipe e com o público, tratando o caso como um descuido infeliz.
• Cobrança: Movimentos negros reforçaram que artistas com a projeção de Carla precisam ter um olhar treinado para evitar que o “espetáculo” perpetue gatilhos históricos.
