No domingo (26), Andrea Pirlo explicou seu contrato com a Fonbet, ligado ao United dos Emirados, e negou irregularidades. Ele afirmou que a parceria é profissional e não impede sua candidatura ao comando da seleção italiana.
No último domingo (26), Andrea Pirlo, lenda do futebol italiano, se manifestou sobre a controvérsia que cercou sua possível contratação como técnico da seleção da Itália. Sua associação com a Fonbet, a maior casa de apostas da Rússia, gerou reações negativas, especialmente diante da situação política atual.
O ex-jogador firmou o contrato com a Fonbet quando se juntou ao United, dos Emirados Árabes Unidos, cuja presidência possui vínculos com a empresa russa. Essa relação já havia atraído críticas, mas a expectativa de sua nomeação para a seleção italiana intensificou as reações, incluindo de figuras políticas no país.
Em uma declaração postada no Instagram, Pirlo explicou que sua colaboração com a Fonbet é de natureza exclusivamente comercial e esportiva. Ele enfatizou:
“Atribuir um significado político a essa colaboração significa me atribuir crenças que nunca expressei e que não me pertencem.”
A repercussão política foi significativa, com o líder do partido Azione, Carlo Calenda, manifestando sua oposição. Para ele,
“Qualquer pessoa que esteja ou tenha estado a fazer campanha pela Rússia depois de 2022 nunca deveria ocupar um cargo público nacional.”
Desde a invasão da Ucrânia, em 2022, muitos países europeus têm buscado isolar a Rússia, e qualquer ligação com o país ou com Vladimir Putin gera críticas intensas. Pirlo lamentou que sua escolha profissional estivesse sendo arrastada para um debate público, resultando em interpretações que não refletem suas intenções.
Embora não tenha esclarecido se as negociações para assumir a seleção italiana ainda estão em andamento, Pirlo expressou sua gratidão a Paolo Maldini e Leonardo, mencionando a confiança que eles demonstraram. Ele destacou:
“Conheço sua competência, sua seriedade e o amor que sempre dedicaram ao futebol italiano.”
Pirlo tornou-se a principal opção da federação após recusas de Pep Guardiola e Carlo Ancelotti. A decisão está sendo analisada de perto por Maldini, ex-colega de equipe e lenda do futebol italiano. Apesar de ainda estar construindo sua carreira como treinador, Pirlo é amplamente reconhecido por sua trajetória como jogador, incluindo a conquista da Copa do Mundo de 2006.
Concluindo sua declaração, Pirlo reafirmou seu amor pela Itália, afirmando que isso não depende de um cargo profissional, mas faz parte de sua identidade e história.
