Itabaiana · segunda-feira · 12 de outubro de 2026
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O estudo revela que, apesar da maior longevidade, mulheres têm em média 12,1 anos com morbidade, contra 9,3 anos entre os homens. A ginecologista Dra. Ana Paula Fabricio diz que a transição para a menopausa é crucial.

Um estudo recente apontou que as mulheres vivem mais tempo do que os homens, independentemente do nível de desenvolvimento do país em que residem. No entanto, esse aumento na expectativa de vida vem acompanhado de mais anos com saúde precária.

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De acordo com a pesquisa, realizada em 2023, as mulheres apresentaram uma média de morbidade de 12,1 anos, enquanto os homens mostraram 9,3 anos. Isso significa que, em média, as mulheres passam mais tempo enfrentando problemas de saúde.

A ginecologista Dra. Ana Paula Fabricio analisa que um momento crucial nessa trajetória é a transição para a menopausa. Ela destaca que a queda dos níveis dos hormônios ovarianos, especialmente do estrogênio, não deve ser vista como uma doença. No entanto, provoca mudanças importantes em diferentes sistemas do organismo. Durante esse período, podem ocorrer alterações na composição corporal, com maior tendência ao acúmulo de gordura abdominal, perda de massa muscular, mudanças no metabolismo da glicose e dos lipídios, além de impactos sobre a saúde óssea, cardiovascular, sono e saúde mental. Quando esses fatores se somam ao processo natural de envelhecimento e a outros riscos modificáveis, podem contribuir para que as mulheres vivam mais anos convivendo com doenças crônicas e limitações.

O estudo sobre a Carga Global de Doenças (GBD, na sigla em inglês), publicado na edição de agosto da revista The Lancet Public Health, revelou que mais da metade dos anos vividos com saúde precária em todo o mundo é impulsionada por doenças crônicas, sendo a maioria não fatais. Em 2023, essas doenças representaram 57,4% dos anos de vida com saúde debilitada.

A endocrinologista Dra. Deborah Beranger explica que os distúrbios musculoesqueléticos, especialmente a dor lombar, foram os principais responsáveis pela disparidade de morbidade. Também se destacam transtornos mentais como depressão e ansiedade, doenças dos órgãos dos sentidos, incluindo perda auditiva relacionada à idade, quedas e outras lesões não intencionais, além de outras doenças crônicas não transmissíveis.

Esse padrão mostra que a expectativa de vida entre as mulheres não se traduz em anos de vida saudável. É necessário dar mais atenção às condições e fatores de risco, visando um envelhecimento saudável. A pesquisa sobre BGD também ressalta a importância de redobrar a prevenção de doenças crônicas, adiando a incapacidade e garantindo acesso à reabilitação, serviços de saúde mental e cuidados crônicos de longo prazo.

Para as mulheres, isso significa ampliar o acesso à informação, prevenção, diagnóstico e tratamento individualizado das condições relacionadas à menopausa. Não se trata apenas de aliviar sintomas, mas de aproveitar essa fase como uma oportunidade para cuidar da saúde e promover mais anos vividos com qualidade.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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