O deputado alertou para a piora da escassez de água em Sergipe, citando El Niño e a queda dos reservatórios. Cobrou ações emergenciais para garantir abastecimento nos 13 municípios em situação de emergência.
O deputado Paulo Júnior (PV) manifestou preocupação com o agravamento da escassez de água em Sergipe e cobrou medidas emergenciais para garantir o abastecimento da população. O pronunciamento ocorreu no pequeno expediente da sessão plenária desta quinta-feira (5), na Assembleia Legislativa, quando o parlamentar destacou os impactos da estiagem, do fenômeno El Niño e a redução dos níveis dos reservatórios em diferentes regiões do estado.
Segundo o deputado, 13 municípios sergipanos já estavam em situação de emergência em decorrência da estiagem. Ele alertou que a interrupção no fornecimento de água vinha afetando famílias em diversas localidades e que os prognósticos apontavam para a possibilidade de adoção de um sistema de revezamento no abastecimento em municípios sergipanos nas próximas semanas, inclusive na Grande Aracaju.
No pronunciamento, o parlamentar chamou a atenção para boletins técnicos estaduais de monitoramento do El Niño e seus impactos, que indicavam risco de agravamento da escassez hídrica e reforçavam a necessidade de preparação dos municípios. Na Grande Aracaju, foi citada a situação da barragem Sindicalista Jaime Umbelino, em São Cristóvão, cujo volume útil estaria entre 10% e 30% da capacidade, conforme os dados mencionados.
O deputado também ressaltou os efeitos da estiagem sobre o Centro-Sul e o Alto Sertão sergipano, especialmente sobre a disponibilidade de água, a produção agrícola e o abastecimento das comunidades. Ele acrescentou que a redução das chuvas ampliava os riscos de queimadas e incêndios florestais, além de provocar prejuízos à agropecuária.
Ao abordar relatos de interrupção no abastecimento, Paulo Júnior lembrou que já havia citado problemas em São Cristóvão e afirmou acompanhar manifestações semelhantes em outros municípios. Para ele, o cenário exigia planejamento e ações preventivas por parte do poder público e das concessionárias responsáveis pelo serviço.
Entre as medidas defendidas durante o pronunciamento, o deputado pediu a elaboração de um plano de contingência para evitar um possível colapso no abastecimento. Cobrou transparência das concessionárias sobre os níveis dos reservatórios e a regularidade do fornecimento, além de atendimento prioritário às comunidades mais afetadas e aos municípios que decretaram situação de emergência.
Paulo Júnior destacou a responsabilidade da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), da concessionária Iguá Sergipe e do Governo do Estado na adoção de providências para enfrentar o problema. Defendeu, ainda, a realização de campanhas educativas para conscientizar a população sobre a importância do consumo responsável e da economia de água.
“Precisamos cobrar um plano de contingência para evitar um colapso no abastecimento de água em nosso estado. É necessário que as concessionárias apresentem transparência sobre a situação dos reservatórios e a regularidade do fornecimento, garantindo atendimento prioritário às comunidades mais afetadas.”
Ao concluir, o parlamentar afirmou que a Assembleia Legislativa também deveria acompanhar a situação e contribuir para o debate sobre a crise hídrica, colocando o mandato à disposição para discutir o tema nas comissões da Casa e acompanhar os relatórios técnicos que vêm sendo divulgados.
“A água é um bem precioso, necessário à sobrevivência humana. Esta Casa não pode ficar omissa diante dessa situação.”
O pronunciamento reafirmou o apelo por ação coordenada entre poder público, concessionárias e sociedade para mitigar os efeitos da estiagem e reduzir os impactos sobre abastecimento, produção agrícola e segurança ambiental no estado.
