Ponta Grossa (PR) – Formações rochosas esculpidas pela natureza há cerca de 300 milhões de anos transformaram o Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, num dos pontos turísticos mais procurados do Paraná em 2026. Conhecidos como “cidade de pedra”, os monumentos naturais recebem nomes como “A Taça”, “Bota”, “Esfinge”, “Camelo”, “Cabeça de Índio” e “Proa do Navio”.
A área, situada a aproximadamente 100 km de Curitiba, foi criada oficialmente em 1953 e tornou-se a primeira Unidade de Conservação do estado. Desde então, o espaço consolidou-se como referência em ecoturismo, pesquisa científica e preservação ambiental.
Reconhecimento estadual
Uma lei sancionada recentemente pelo governo paranaense reconheceu o Parque Estadual de Vila Velha como Patrimônio Histórico e Cultural do Paraná. O título reforça a importância da unidade para a proteção do bioma local e para a economia regional baseada na atividade turística.
Visitação em alta
Dados do Instituto Água e Terra (IAT) indicam que o parque superou 68 mil visitantes em um único ano, número que o coloca entre os destinos naturais mais concorridos do estado. A crescente popularidade é impulsionada por publicações nas redes sociais que destacam a atmosfera “medieval” das gigantes estruturas rochosas.
Principais atrativos
- Lagoa Dourada, famosa pela água cristalina e cardumes visíveis;
- Furnas de até 100 metros de profundidade;
- Trilhas ecológicas monitoradas por guias credenciados;
- Mata nativa preservada, com rica fauna e flora;
- Tirolesa instalada sobre antigas ruínas.
Regras e funcionamento
As visitas ocorrem exclusivamente com acompanhamento de monitores ambientais para evitar impactos às formações rochosas. A administração orienta que os passeios comecem pela manhã, facilitando o acesso a todos os pontos de interesse. O portão principal fica às margens da BR-376, no trecho entre Curitiba e os Campos Gerais. O parque permanece fechado às terças-feiras.
Ao longo das últimas sete décadas, Vila Velha manteve seu compromisso com a conservação da natureza, figurando hoje como um dos ícones do ecoturismo brasileiro.
