O Paraná tem duas duplas de gêmeas de 14 anos: Ale (goleira) e Fran (lateral), e Duda (zagueira) e Mavi (lateral). Duda e Mavi jogavam juntas em escolinhas de Curitiba e revelam forte entrosamento.
O Paraná Clube possui uma curiosidade interessante no futebol feminino: o time conta com duas duplas de irmãs gêmeas nas categorias de base. As gêmeas são a goleira Ale e a lateral-direita Fran, além da zagueira Duda e da lateral-esquerda Mavi, todas com 14 anos.
Mavi e Duda formam uma dupla desde antes de ingressarem no Paraná Clube. Elas revelam que já jogavam em escolinhas de futebol em Curitiba, o que facilita o entrosamento em campo.
“A gente se comunica bastante, somos próximas. A gente briga também no campo, mas é de boa, a gente conversa bastante. Ela faz uns lançamentos para mim”, destacou Mavi.
“É bom que a gente consegue entrosar bastante, porque jogamos em várias escolinhas juntas. Consegue entrosar e fazer algumas coisas que não consegue com as outras”, explicou Duda.
As irmãs participaram da estreia do Paraná Clube no Campeonato Paranaense Feminino Sub-17, que terminou em empate de 1 a 1 contra o Imperial, no último domingo. Duda, que entrou como substituta, marcou um golaço que garantiu o empate da equipe no final da partida, e o momento acabou viralizando nas redes sociais.
Quanto a Ale e Fran, a influência foi mútua em suas decisões de seguir carreira no esporte. Elas compartilham uma trajetória que transcendeu a convivência familiar e se estendeu aos campos.
“A Fran que me incentivou a jogar futebol. Eu odiava futebol, mas passei no teste e gostei muito. Agora é minha paixão”, contou Ale.
“Eu comecei desde os cinco anos. Comecei na escolinha do Athletico, mas em 2024 me inscrevi no teste do Paraná. Ela (Ale) era goleira de handebol e falei ‘por que você não tenta?’. E ela passou”, disse Fran.
Assim como em muitas famílias, as gêmeas admitem que têm suas desavenças, mas sempre buscam resolver as situações, pois desejam manter a união.
“A gente briga bastante, mas sempre tenta se resolver, porque a gente quer continuar assim para sempre. Eu não me vejo sem ela, e eu acho que ela também. A gente se completa”, completou Ale.
As semelhanças físicas das gêmeas às vezes causam confusões na hora de reconhecer quem é quem. O técnico do time feminino do Paraná Clube, Pedro Kuster, compartilha como tenta diferenciá-las durante os jogos e treinos.
“Você vai acostumando, vai decorando. Grava pela chuteira, pelo óculos, pela roupa, mas de fato é bem complicado. De costas, não consegue reconhecer de jeito nenhum, às vezes pela posição das meninas consegue lembrar, mas como elas jogam meio perto no campo, é um fator que ajuda para confundir um pouquinho”, explicou o técnico.
O Paraná Clube, com suas duplas de gêmeas, promete trazer ainda mais histórias e emoções para o futebol feminino.

