Itabaiana · terça-feira · 13 de outubro de 2026
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No 2º trimestre de 2026, o Grupo Panvel teve lucro líquido ajustado de R$ 38,9 milhões, alta de 39,1% em relação a 2025. A receita bruta do varejo chegou a R$ 1,63 bilhão e o Ebitda ajustado foi R$ 88,5 milhões.

No segundo trimestre de 2026, o Grupo Panvel apresentou um lucro líquido ajustado de R$ 38,9 milhões, o que representa um crescimento de 39,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Os dados foram revelados em um balanço financeiro publicado nesta quinta-feira (6). Na oportunidade, o CEO da empresa, Antônio Napp, comentou sobre os resultados em uma entrevista ao CNN Money.

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A receita bruta do varejo atingiu R$ 1,63 bilhão, com um crescimento de 15,8%. O Ebitda ajustado, que representa o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, alcançou R$ 88,5 milhões, com um avanço de 26,4% em relação ao ano passado. A rede atribuiu esse desempenho à evolução das lojas maduras e ao aumento da produtividade.

Um destaque importante foram as vendas de medicamentos, que cresceram 17%, enquanto o setor de higiene e beleza apresentou um avanço de 13,9%. Os produtos da marca própria Panvel corresponderam a 19,2% das vendas na categoria. Napp ressaltou que a crescente demanda por canetas emagrecedoras, que são medicamentos da classe GLP-1, teve um papel significativo nos resultados financeiros da empresa.

“Nos últimos dois anos, houve um efeito muito positivo do que a gente chama GLP-1, que são as canetas emagrecedoras”, afirmou Napp.

Segundo ele, a introdução de versões mais acessíveis desses produtos tem ampliado o acesso da população e aumentado o movimento nas lojas. No entanto, Napp destacou que ainda há espaço para crescimento nesse mercado, pois apenas uma pequena parte da população brasileira tem acesso regular a esses produtos. Ele observou que muitos consumidores ainda optam por produtos de origem duvidosa, como contrabando e produtos manipulados.

A Panvel, que atua nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e na capital paulista, mantém o foco na expansão nas regiões Sul e Sudeste, que possuem características demográficas e de renda favoráveis ao modelo de negócios da rede. A empresa apresentou um guidance com a meta de dobrar seu tamanho até 2030.

Outro ponto destacado por Napp foi o avanço na digitalização, com quase 34% das vendas realizadas exclusivamente pelos canais digitais no segundo trimestre, um índice considerado o maior do setor. “Isso é muito bom para nós, porque além de trazer novos clientes, também sinaliza uma linha de defesa muito importante para a concorrência fora do varejo farmacêutico”, declarou.

Apesar dos resultados positivos, as ações da Panvel recuaram cerca de 0,2% no pregão do dia da divulgação. Napp minimizou essa queda, atribuindo-a a fatores conjunturais e à dinâmica de fluxo de recursos na bolsa brasileira, e não aos fundamentos da companhia.

Sobre uma possível queda dos juros, Napp avaliou que isso poderia trazer dois efeitos benéficos: estímulo ao consumo e liberação de capital para novos investimentos. Ele também mencionou a possibilidade de fusões ou parcerias, embora tenha afirmado que não existem planos concretos nesse sentido. “Nunca estivemos fechados a essa discussão. Obviamente, aparecendo uma boa oportunidade, sempre vai ser avaliada”, concluiu.

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