O empresário Antônio Carlos Guarini Perpétuo decidiu agir quando percebeu que o filho enfrentava dificuldades de concentração na escola. A partir de exercícios com um ábaco — instrumento milenar de cálculo — ele desenvolveu um método de estimulação cognitiva que deu origem à Supera, rede de escolas dedicada à chamada “ginástica do cérebro”.
Do experimento doméstico à expansão nacional
Para estruturar o método, Perpétuo reuniu pedagogos e neurocientistas. O primeiro passo comercial veio em 2007, com a venda de franquias. Atualmente, a Supera possui cerca de 250 unidades no Brasil e registra faturamento anual de R$ 187 milhões.
Público diversificado
Embora o programa tenha sido pensado inicialmente para crianças e adolescentes, a maior parte dos alunos hoje tem mais de 60 anos, público que busca manter a mente ativa e prevenir perdas cognitivas.
Como funcionam as aulas
O curso médio dura 18 meses, com uma aula semanal. As atividades envolvem cálculos, jogos e dinâmicas em grupo que trabalham memória, atenção e raciocínio. A mensalidade gira em torno de R$ 400, e cerca de 280 mil pessoas já passaram pelas turmas.
Validação científica
Em parceria com a Universidade de São Paulo, a empresa acompanhou 207 idosos. O estudo, publicado na revista International Psychogeriatrics, indicou melhora de memória, organização de tarefas, cognição geral, redução de sintomas depressivos e elevação da qualidade de vida.
Trajetória do fundador
Formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Perpétuo acumulou experiência em diversos setores — de venda de alimentos a calçados e equipamentos agrícolas — antes de criar o negócio focado em estimulação cerebral.
Próximos passos
A meta da Supera é alcançar 310 unidades até 2026 e elevar o faturamento para R$ 252 milhões, reforçando a expansão de um empreendimento que começou como uma estratégia doméstica para ajudar nos estudos.
