Itabaiana · domingo · 11 de outubro de 2026
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A Oi informou à 7ª Vara Empresarial do Rio que pode ficar sem recursos até 10/08/2026 e solicitou autorização para demitir funcionários sem pagamento imediato das verbas. A gestão diz que triagem identificou não vinculados a serviços essenciais.

A Oi informou à Justiça do Rio de Janeiro que pode ficar sem recursos financeiros até o dia 10 de agosto de 2026. A empresa solicitou autorização para demitir parte de seus funcionários sem o pagamento imediato das verbas rescisórias. Essa medida ainda precisa de aprovação judicial.

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O pedido foi apresentado na última segunda-feira (20) à 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital e faz parte do segundo processo de recuperação judicial da operadora. A gestão judicial comunicou que uma triagem interna identificou funcionários que não estão diretamente ligados à manutenção dos serviços essenciais. No entanto, o documento não revela quantas pessoas podem ser dispensadas nem o custo total das rescisões.

A Oi afirma que os R$ 19,6 milhões atualmente disponíveis em caixa não são suficientes para cobrir os pagamentos. A proposta da empresa é quitar os valores após um novo evento de liquidez, como a venda das unidades V.tal, Oi Soluções ou de outro ativo.

A situação financeira da Oi se deteriorou mais rapidamente do que o esperado. Em abril, a empresa projetava encerrar julho com R$ 88,1 milhões disponíveis, mas a estimativa mais recente caiu para apenas R$ 19,6 milhões. A falta de recursos, que estava prevista inicialmente para setembro, foi antecipada para agosto devido a uma combinação de problemas financeiros e entraves judiciais. Em março de 2026, o patrimônio líquido negativo do grupo já superava R$ 22,6 bilhões.

Entre os fatores que contribuíram para essa situação estão a suspensão de decisões sobre a venda da participação da Oi na V.tal, o atraso na alienação da UPI Serviços Telefônicos e o fracasso do primeiro leilão da Oi Soluções, que foi encerrado em 17 de junho sem propostas.

A Método venceu a disputa pela UPI Serviços Telefônicos por R$ 60,1 milhões, mas ainda não teria depositado o valor. A empresa fez um pedido de reconsideração após ser intimada a assinar o contrato e comprovar o pagamento.

Como medida emergencial, a Oi solicitou à Justiça a liberação de R$ 27,42 milhões que estão em uma conta judicial relacionada à recuperação. Esses recursos têm origem em quantias bloqueadas ou depositadas anteriormente em processos trabalhistas e cíveis. A gestão judicial afirma que esse valor permitiria manter a operação da empresa por mais algumas semanas, mas ainda assim não seria suficiente para garantir a continuidade dos serviços até a conclusão dos julgamentos pendentes.

A infraestrutura da Oi ainda atende conexões usadas pelo Poder Judiciário, casas lotéricas, prefeituras e localidades que dependem da rede para transmissão de dados. O documento também menciona serviços necessários para as eleições de 2026.

A operadora reiterou o pedido para realizar uma segunda e uma terceira chamada para vender a UPI Oi Soluções. Na segunda tentativa, a Oi pretende aceitar propostas de pelo menos 50% do valor de avaliação do ativo. Caso não apareçam interessados, uma terceira rodada permitiria ofertas de qualquer valor, desde que o pagamento fosse feito à vista.

Além disso, o grupo pediu autorização para renovar o seguro de responsabilidade civil de diretores e administradores. A apólice atual termina em 7 de agosto, mas os valores e as condições devem ser apresentados em um processo separado e sigiloso.

O segundo processo de recuperação judicial da Oi continua em vigor por decisão liminar, e o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ainda analisa recursos contra a decisão que havia convertido o processo em falência. A venda da Oi está sendo realizada em partes, de acordo com cada segmento, e a Anatel já autorizou que outra operadora “ressuscite” a Oi para voltar às operações móveis.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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