Itabaiana · quinta-feira · 08 de outubro de 2026
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A liga testará uma bola com sensores e pulseiras para árbitros na pré-temporada. As orientações reforçam punições a flopping, uso do braço livre, bloqueios duplos, fechamentos perigosos e demora em lances livres.

Campinas, SP, 07/10/2026 — A NBA 2026-27 terá novos pontos de atenção destinados a jogadores, técnicos e árbitros. A liga divulgou as principais orientações para a temporada, com foco em situações como simulações (flopping), uso do braço livre para ganhar espaço, bloqueios com as duas mãos, fechamentos perigosos e demora na organização para cobranças de lances livres. Além das mudanças de foco na arbitragem, a NBA também anunciou testes de novas tecnologias durante partidas selecionadas da pré-temporada: uma bola inteligente e dispositivos de pulso para os árbitros serão utilizados em caráter experimental.

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Um dos principais pontos de atenção será o chamado flopping, quando um jogador exagera ou simula um contato para tentar induzir a arbitragem ao erro. A NBA já pune a prática: quando o flopping é marcado durante uma partida, o jogador recebe uma falta técnica não antidesportiva e o adversário ganha direito a um lance livre. Caso a simulação não seja identificada durante o jogo, a liga pode revisar o lance posteriormente, aplicar advertência, multas progressivas e até suspensão de uma partida. A liga quer aumentar a consistência na identificação das simulações.

Monty McCutchen, vice-presidente sênior e responsável pelo desenvolvimento e treinamento dos árbitros, explicou que nem todo movimento de exagero será considerado flopping. Um movimento de cabeça, por exemplo, não será automaticamente punido. A diferença estará no caráter teatral e exagerado da ação, especialmente quando o jogador cria a percepção de que sofreu um contato que não aconteceu.

Outro ponto de ênfase será o uso do braço livre pelos jogadores de ataque. A orientação da liga indica que o jogador poderá usar o braço de maneira moderada para sentir ou firmar sua posição em relação ao defensor, mas os movimentos mais fortes — principalmente empurrões ou extensão completa do braço — serão considerados ilegais. A intenção é preservar a capacidade dos jogadores habilidosos de criar espaço, ao mesmo tempo em que se estabelece maior consistência entre movimento legal e empurrão.

Os bloqueios também receberão atenção especial. A NBA observou que uma partida pode ter mais de 200 screens, o que torna a ação parte importante do jogo ofensivo. A liga pretende combater principalmente os bloqueios realizados com as duas mãos quando estes criam vantagem para o jogador com a bola ou deslocam o defensor para áreas que favoreçam o ataque. A orientação é aumentar a consistência dos árbitros nesses lances, sobretudo quando o bloqueio empurra ou desloca o defensor.

A liberdade de movimento continuará no foco, com atenção a linhas de trajetória e fechamentos dos defensores sobre arremessadores. A ideia é preservar o equilíbrio entre ataque e defesa: o defensor tem direito ao espaço de sua trajetória e pode disputar a jogada, mas não pode retirar do driblador sua linha de movimento de maneira ilegal. Nos fechamentos sobre arremessadores, a preocupação será com movimentos que possam provocar lesões; um jogador que cair sentado ao tentar se proteger de um fechamento perigoso não será automaticamente considerado responsável por um flopping.

Para reduzir estratégias de atraso em cobranças de lances livres, os árbitros serão orientados a administrar esses lances de maneira rápida e organizada. Jogadores deverão ocupar suas posições sem atrasos desnecessários e poderão ser punidos por retardar o jogo. A medida pretende limitar táticas usadas por equipes para ganhar tempo enquanto técnicos avaliam o uso de desafios.

Quanto à tecnologia, a liga anunciou testes com uma bola inteligente desenvolvida pela Wilson, equipada com um sensor Bluetooth capaz de coletar informações que poderão ser usadas futuramente em decisões de arbitragem em tempo real. Durante os jogos de teste, porém, os dados serão utilizados apenas para pesquisa e não terão qualquer influência sobre as decisões dos árbitros nas partidas da pré-temporada. Árbitros de algumas partidas também utilizarão dispositivos de pulso para comunicação com o centro de replay em situações específicas, como revisões de jogadas, alterações de pontuação e problemas no relógio da partida. Segundo a liga, os dispositivos passaram por um programa-piloto considerado bem-sucedido durante a Summer League, mas a tecnologia não será utilizada durante a temporada regular.

As mudanças fazem parte de uma estratégia mais ampla para aumentar a competitividade e melhorar a apresentação do produto aos torcedores. James Jones, vice-presidente executivo e responsável pelas operações de basquete da liga, afirmou que as medidas adotadas no verão também atingiram questões relacionadas ao incentivo para que as equipes disputem e tentem vencer todas as partidas. Para isso, funcionários da liga visitarão as equipes para apresentar os vídeos sobre os procedimentos e orientações anunciadas.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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