Um estudo da Universidade Ludwig Maximilian de Munique, publicado no Journal of Intelligence, observou que a escolha de músicas tristes e reflexivas pode indicar níveis mais altos de inteligência.
Como o trabalho foi conduzido
Ao longo de cinco meses, 185 voluntários tiveram seus hábitos de escuta monitorados. Uma ferramenta de inteligência artificial analisou mais de 58 mil faixas ouvidas por esses participantes, relacionando características das músicas aos resultados obtidos em testes cognitivos aplicados pelos pesquisadores.
Principais descobertas
Letras menos positivas: Canções com conteúdo emocionalmente negativo — ou seja, mais melancólico — apareceram ligadas a pontuações mais altas de QI. Para os autores, pessoas cognitivamente mais capazes usam esse tipo de faixa como recurso de introspecção.
Ênfase no presente e honestidade: Letras focadas no momento atual e percebidas como sinceras também surgiram como indício de maior capacidade intelectual.
Preferência por estúdio: Gravações feitas em estúdio, classificadas como “baixa vivacidade”, foram um forte preditor de inteligência. A hipótese é que essas versões permitem um envolvimento mais concentrado, diferente da energia menos controlada de registros ao vivo.
Tempo de audição e idiomas estrangeiros: Passar mais horas por dia ouvindo música e optar por faixas em línguas diferentes da nativa foram outros comportamentos associados a notas cognitivas superiores.
Correlação, não causa
Os cientistas ressaltam que os resultados mostram apenas uma associação estatística. Ouvir músicas melancólicas não aumenta o QI, mas revela padrões de consumo cultural típicos de pessoas com maior desempenho cognitivo.
