Itabaiana · segunda-feira · 12 de outubro de 2026
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Fechou o 2º trimestre de 2026 com geração de caixa e a maior margem bruta em sete anos. O plano prevê reduzir dívida com a venda da Luggo e da Resia. Caixa ajustado foi de R$126 milhões em 12 meses.

A MRV&Co encerrou o segundo trimestre de 2026 apresentando sinais de recuperação em suas operações. A companhia de incorporação imobiliária no Brasil voltou a gerar caixa, registrando a maior margem bruta em sete anos, o que contribuiu para um plano de redução de dívida baseado na venda de ativos da Luggo e da Resia.

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Excluindo os efeitos das cessões de recebíveis, a MRV Incorporação acumulou uma geração de caixa de R$ 126 milhões nos últimos 12 meses. Em comparação, no primeiro trimestre do ano passado, a companhia havia registrado uma queima de R$ 741 milhões, resultando em uma melhora de R$ 866 milhões no período.

A margem bruta subiu para 31,2% no trimestre, um aumento de um ponto percentual em relação ao ano anterior, alcançando o maior nível desde 2018. As novas vendas estão sendo realizadas com margens próximas de 35%, um patamar que a empresa espera gradualmente atingir ao longo de 2026 e 2027.

A reciclagem de ativos representa o segundo pilar da estratégia da MRV. A Resia, o braço da MRV nos Estados Unidos, anunciou vendas que totalizam US$ 401 milhões neste ano, aproximadamente R$ 2 bilhões. Entre essas transações estão os empreendimentos Ten Oaks e Rayzor Ranch, vendidos por US$ 139 milhões e liquidadas em julho, além do projeto Memorial e cinco terrenos, que foram negociados por US$ 170 milhões. Após a conclusão desse processo, a MRV afirmou que não terá mais operações nos Estados Unidos.

No Brasil, a Luggo assinou um memorando para vender três empreendimentos residenciais por R$ 166 milhões. Após essa operação, a subsidiária não terá outros projetos prontos ou em construção.

A estratégia de vendas impactou o endividamento da companhia, que encerrou junho com uma dívida líquida de R$ 5,9 bilhões, uma redução de R$ 400 milhões em relação aos R$ 6,3 bilhões do final do ano passado. Considerando as vendas já anunciadas, esse indicador poderia cair para R$ 4,6 bilhões, um recuo de R$ 1,7 bilhão, ou 28%, em comparação ao fechamento de 2025. As operações da Resia devem contribuir com cerca de R$ 1,5 bilhão dessa redução.

No entanto, a saída dos Estados Unidos teve um custo. A MRV optou por acelerar algumas vendas antes da estabilização dos empreendimentos, negociando terrenos abaixo do valor contábil, o que resultou em US$ 110 milhões em impairments relacionados aos ativos vendidos no trimestre.

Esse cenário refletiu no resultado consolidado da companhia, que registrou um prejuízo líquido de R$ 626,6 milhões atribuível aos acionistas controladores. Por outro lado, a MRV Incorporação no Brasil obteve um lucro líquido ajustado de R$ 154,7 milhões, representando uma alta de 28,2% em um ano.

Do ponto de vista operacional, a MRV Incorporação fechou o trimestre com R$ 2,75 bilhões em vendas líquidas, uma alta de 11,3% em relação ao primeiro trimestre e de 3,4% em relação ao mesmo período de 2025. Os lançamentos totalizaram R$ 2,95 bilhões, praticamente estáveis na comparação trimestral, mas 14,4% abaixo do segundo trimestre de 2025.

No semestre, as vendas cresceram 8,2%, atingindo R$ 5,2 bilhões, enquanto os lançamentos recuaram 7,4%, totalizando R$ 5,9 bilhões. Os repasses avançaram 19,1% em relação ao primeiro trimestre, totalizando 9,8 mil unidades, embora ainda abaixo das 10,9 mil produzidas no período anterior.

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