Na manhã de 13/08/2026 o Ministério Público do Rio, pelo CyberGaeco, deflagrou operação contra fraudes em plataformas de apostas. São sete buscas no RJ, SP e BA; investigação aponta R$1,4 bi em mais de 800 transações suspeitas.
Na manhã desta quinta-feira, 13 de agosto de 2026, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) realiza uma operação que visa desmantelar um esquema bilionário de fraudes relacionadas a apostas. Sete mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em diferentes estados, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia.
A investigação, conduzida pelo CyberGaeco, que faz parte do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado, revela que a suposta organização criminosa movimentou mais de R$ 1,4 bilhão em mais de 800 operações suspeitas entre os anos de 2022 e 2026. Esses dados foram extraídos de um Relatório de Inteligência Financeira do Coaf, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras.
Além do total movimentado, um dado alarmante é que mais de R$ 100 milhões estão relacionados a apenas uma das empresas mencionadas no esquema. Dentre as plataformas de apostas investigadas, estão:
Furia.bet, Galera da Bet, Vou de Bet, Alfa Games, Pixbr, Pix da Sorte, Jogada Certa, AposteiBet, Goath Bet, Brava Bet.
De acordo com o MPRJ, os depósitos feitos pelos usuários nesses sites são direcionados para empresas de fachada. Essas plataformas operam sem a devida autorização do Ministério da Fazenda e aplicam golpes nos consumidores, impedindo que consigam sacar os valores disponíveis em suas contas. A investigação aponta que, após captarem os recursos das vítimas, o esquema prossegue com a lavagem de dinheiro, utilizando a conversão em criptomoedas e a distribuição dos valores em diversas contas, além de remessas ao exterior com o intuito de reintegrar o capital à economia formal.
A operação, que recebeu o nome de Aposta Suja, conta com o apoio do CyberGaeco de São Paulo e do Gaeco da Bahia, além da colaboração da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda nas investigações. O MPRJ continua a busca por informações adicionais e tenta contato com os representantes das plataformas citadas na investigação, mantendo o espaço aberto para manifestações.
