Itabaiana · quarta-feira · 16 de setembro de 2026
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Motorista de app zerou a bateria do BYD Dolphin GS durante o turno e conta o perrengue. Ele diz ter sido salvo por um ponto de recarga no fim da rua e por ficar numa ladeira; o BMS age antes do desligamento total.

Diferente de veículos a combustão, que resolvem uma pane seca com um galão de combustível, um carro elétrico que zera a bateria exige procedimentos mais complexos para voltar a rodar. Um motorista de aplicativo relatou que chegou a zerar a bateria de um BYD Dolphin GS durante um dia de trabalho e contou como foi a experiência.

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“Foi um perrengue que eu passei. A minha sorte é que eu estava em uma ladeira e tinha um ponto de recarga no final da rua”

Segundo o relato, quando a carga atinge o limite o sistema de gerenciamento eletrônico entra em ação antes do desligamento total, o que pode ter permitido que o carro seguisse até um ponto de recarga. Em outro trecho do relato, o motorista afirmou que, mesmo com a bateria zerada, o veículo conseguiu chegar ao eletroposto.

“Mesmo com a bateria zerada, o carro conseguiu chegar até o eletroposto”

O carro emite alertas visuais e sonoros no painel e reduz progressivamente a entrega de potência para economizar energia. Recursos secundários, como ar-condicionado e central multimídia, costumam ser desativados automaticamente para garantir os últimos metros de rodagem até um local seguro. Essa estratégia foi observada também em testes práticos, quando a redução de potência tornou necessária a parada do veículo.

Em dados técnicos mencionados, o BYD Dolphin GS tem autonomia declarada de 291 km. Em um teste prático citado, a autonomia real foi menor: ao atingir 271 km o modelo chegou aos 2% de bateria, o que forçou o repórter a interromper o percurso após uma perda relevante de potência. O repórter descreveu a indicação que apareceu no painel naquele momento.

“Ao chegar a 2% de bateria, a famosa tartaruguinha cor de laranja apareceu no painel e cortou a potência [luz espia que alerta para a redução de potência]”

Caso o motorista ignore os avisos e a carga chegue a 0%, o trem de força é desligado por completo. Nessa situação, a direção assistida e os freios perdem a atuação principal, tornando as manobras mais pesadas. O veículo ainda mantém sistemas básicos de iluminação por um breve período graças à bateria auxiliar de 12V, mas não é mais possível seguir em marcha.

A bateria de íons de lítio pode sofrer danos quando passa por uma descarga profunda. Embora existam soluções emergenciais, como “power banks” móveis de grande porte ou guinchos que levam o carro até um ponto de recarga, esses procedimentos não são ideais. Atingir o limite absoluto faz descer a tensão das células a níveis críticos, o que pode acelerar a degradação da capacidade de retenção de energia do conjunto de tração.

Em alguns casos, a recuperação da bateria exige paciência. Ao conectar o plugue, a eletrônica costuma passar por uma fase de diagnóstico e pode demorar alguns minutos para aceitar a carga inicial em taxa reduzida. Só depois que as células alcançam a voltagem mínima de segurança é que o sistema libera a potência total de carregamento, permitindo que o veículo retome o funcionamento normal.

O relato do motorista mostra como a gestão eletrônica e a infraestrutura de recarga podem ser determinantes em situações de descarga extrema. A experiência ressalta a diferença entre lidar com pane seca em carros a combustão e recuperar um veículo elétrico cujo nível de carga atingiu o limite absoluto.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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