Um gesto de empatia marcou a manhã de 15 de abril em São Paulo. O motorista de aplicativo Paulo César decidiu não cobrar a corrida de R$ 26 solicitada pela diarista Camila Nogueira depois de descobrir que ela receberia apenas R$ 100 pela faxina que realizaria no destino.
Camila havia acabado de concluir um trabalho e seguia para o segundo serviço do dia, acompanhada do filho, que tem necessidades especiais. Exausta, a passageira chegou a cochilar durante o trajeto. Ao conversar com ela, Paulo César percebeu que a tarifa consumiria quase 30% da remuneração da diarista.
No fim da viagem, o motorista informou que não cobraria o valor. “Daqui pra tarde eu ganho mais, tá pago”, afirmou, segundo vídeo publicado em seu perfil no Instagram, @uber_zuero. Nas imagens, Paulo explica que preferiu custear os R$ 10 de combustível e a taxa do aplicativo “por entender o quanto cada real conta para quem trabalha duro”.
Surpresa, Camila agradeceu reiteradamente e destacou que os R$ 26 fariam falta em seu orçamento. “Depois dessa atitude, vi que ainda existem pessoas boas”, declarou.
Paulo César encerrou o relato nas redes sociais dizendo que, naquele dia, “não ganhou dinheiro, mas ganhou propósito”, defendendo que dirigir também é compreender a realidade de quem ocupa o banco de trás.
