Oswaldo de Almeida e Silva morreu aos 72 anos, segundo Rodolfo Forte e Orlando Camboim. Nascido em Duque de Caxias, teve seis décadas de carreira. Em sua obra, uniu forró, rock e jazz.
O sanfoneiro, cantor e compositor Oswaldinho do Acordeon morreu no domingo (25), aos 72 anos. A morte foi anunciada nas redes sociais pelo sanfoneiro Rodolfo Forte, amigo do artista, e pelo radialista Orlando Camboim. A causa não foi divulgada.
Nascido Oswaldo de Almeida e Silva, em 5 de junho de 1954, em Duque de Caxias (RJ), ele construiu uma carreira de seis décadas marcada pela versatilidade. Era filho do sanfoneiro baiano Pedro Sertanejo. Oswaldinho criou um estilo que uniu forró e outros ritmos nordestinos a rock, jazz, blues e música erudita.
Autodidata na sanfona, foi incentivado pelo pai. Ainda criança, teve contato com nomes centrais da música brasileira. Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Sivuca (1930-2006) frequentavam a casa da família. Isso ajudou a moldar sua formação musical.
A estreia no mercado fonográfico veio em 1963, aos nove anos, como convidado em um disco do pai. Três anos depois, aos 12, lançou o primeiro single. Nos anos 1970, começou a discografia própria. Entre os álbuns, estão Fantástico Oswaldo Silva (1973), Só Quero um Xodó (1974) e Oswaldinho (1975), todos pela gravadora Tropicana.
Em 1981, lançou Forró in Concert. O trabalho ampliou sua presença em festivais europeus e projetou a música dele para fora do Brasil.
A morte repercutiu entre nomes da música brasileira. O cantor e compositor Chico César prestou homenagem nas redes e destacou a força do legado do sanfoneiro.
“Dono de reconhecida técnica e versatilidade, Oswaldinho expandiu os horizontes da sanfona ao transitar por diferentes estilos, aproximando a tradição nordestina de sonoridades da música clássica, do jazz e do rock. Ao longo da carreira, apresentou-se no Brasil e no exterior e trabalhou com importantes nomes da música popular brasileira”
Escreveu Chico César.
Elba Ramalho também lamentou a morte do artista. Prestou condolências ao público e aos próximos.
“Hoje a saudade fala mais alto, mas sua sanfona continuará tocando dentro de nós. Que Deus conforte o coração de todos que o amavam. Siga a luz”
O guitarrista e violonista Nelson Faria também usou as redes para prestar homenagem.
“Hoje se foi um dos maiores sanfoneiros que esse país conheceu… viva Oswaldinho do Acordeon! Vai fazer falta”
Em seis décadas, Oswaldinho deixou um legado que transitou entre a tradição nordestina e experimentos com outros gêneros. A trajetória inclui apresentações no Brasil e no exterior, gravações desde a infância e uma discografia que o colocou entre os grandes nomes da sanfona no país. A causa da morte não foi informada até o momento.
