Itabaiana · domingo · 11 de outubro de 2026
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O Brasil é reconhecido como o mercado preferido do Morgan Stanley entre os países da América Latina. Em um relatório divulgado recentemente, o banco apontou que os ativos brasileiros continuam a ser negociados a preços atrativos. Além disso, caso o cenário internacional se mantenha favorável, o país está posicionado para receber um novo fluxo de capital estrangeiro nos próximos meses.

A instituição identificou quatro fatores principais que sustentam essa perspectiva: os preços atrativos dos ativos locais, a desaceleração da inflação, a expectativa de queda dos juros e a baixa exposição dos investidores estrangeiros ao mercado brasileiro. Essa combinação de fatores abre espaço para uma nova entrada de capital no país.

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O tema foi destacado no quadro “Insights da Semana”, que foi apresentado por Thiago Godoy na Resenha do Dinheiro. Segundo Godoy, educador financeiro, o relatório sugere que ainda há potencial de valorização para os ativos brasileiros, embora alguns riscos permaneçam no radar.

“Na prática, se o cenário global ajudar, existe muito espaço para a entrada de capital estrangeiro e para a valorização dos ativos brasileiros. O principal risco continua sendo uma surpresa na política de juros dos Estados Unidos e o cenário eleitoral aqui no Brasil”, explica.

Além do Brasil, um outro destaque do mercado foi a análise de Larry Fink, CEO da BlackRock, que expressou otimismo em relação ao mercado de criptomoedas. De acordo com Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb, Fink acredita que o bitcoin já passou por seu movimento de correção e pode estar pronto para iniciar um novo ciclo de valorização.

“A alavancagem excessiva foi retirada do mercado e, na visão dele, o bitcoin está preparado para subir nos próximos 12 meses. É uma análise interessante pois Fink ocupa uma posição privilegiada para acompanhar os movimentos do mercado e essa visão pode ser mais um elemento a ser considerado pelos investidores”, destaca Pascowitch.

Marília Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, também chamou a atenção para um relatório do BTG Pactual que alerta para os riscos associados ao uso crescente da inteligência artificial no sistema financeiro. A preocupação não está no avanço da tecnologia em si, mas na crescente dependência de bancos, empresas e investidores em relação aos mesmos modelos e provedores de IA.

“O relatório mostra que praticamente todo o sistema financeiro está utilizando modelos parecidos de IA para análise de crédito e gestão de riscos. Isso aumenta a interdependência entre as instituições e cria um cenário em que uma falha tenha potencial para gerar impactos em cadeia no sistema financeiro”, explica.

A Resenha do Dinheiro, realizada com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, é apresentada por Thiago Godoy, o “Papai Financeiro”, e conta com a participação de Marília Fontes e Bernardo Pascowitch. O programa aborda temas relacionados à educação financeira e investimentos de forma leve e descomplicada, transmitindo semanalmente os principais temas da economia.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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