Itabaiana · quarta-feira · 16 de setembro de 2026
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Há cinco anos, em 24 de agosto, Charlie Watts deixou os Rolling Stones; colegas lembram seu toque suave e discreto. Em entrevista a Zane Lowe, Jagger e Ronnie Wood lembram as raízes jazzísticas que moldaram sua técnica.

Charlie Watts foi lembrado pelos colegas como um baterista de estilo suave, discreto e de baixa intensidade, qualidades que definiram quase 60 anos de sua relação com a batida dos Rolling Stones. A morte de Watts completa cinco anos neste dia 24 de agosto, e antigos companheiros destacou o papel da formação musical e da técnica na singularidade do seu toque.

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Em entrevista a Zane Lowe, da Apple Music 1, Mick Jagger ressaltou a origem jazzística de Watts e como isso influenciava sua abordagem ao rock. Segundo Jagger, a formação no jazz deu ao baterista uma técnica diferenciada, presente mesmo quando tocava rock. O líder dos Stones também realçou o “swing” constante de Watts e sua sutileza ao tocar, contrastando com bateristas mais estridentes.

“Ele era um baterista de jazz, na verdade, que tocava rock muito bem. Quer dizer, ele obviamente era um baterista de rock, mas foi criado no jazz. Isso te dá uma técnica diferente.”

“Ele sempre, qualquer estilo que tocasse, tinha swing. Ele não era um baterista barulhento e potente. Ele era mais sutil.”

Jagger também fez comparação entre Charlie Watts e o atual baterista da banda, Steve Jordan, observando uma diferença na presença sonora ao vivo: Watts costumava tocar de forma relativamente tranquila, enquanto Jordan se apresenta de modo mais ruidoso em shows, segundo a avaliação feita na entrevista.

Antes de entrar para os Rolling Stones, em janeiro de 1963, Charlie Watts integrou a banda Blues Incorporated e se apresentou em casas londrinas de R&B. Foi visto por Mick Jagger, Keith Richards e Brian Jones, que o convidaram a juntar-se ao grupo — um movimento que marcaria a carreira de Watts por décadas.

Ronnie Wood também comentou a convivência e o trabalho com Watts, destacando a interação musical entre bateria, baixo e guitarra. Ao lembrar a gravação de “Emotional Rescue”, Wood apontou como suas partes se ajustavam à bateria e como isso promovia uma comunicação musical fluida entre os músicos. Ele mencionou ainda o respeito que Watts transmitiu a Steve Jordan e o processo de passagem de responsabilidade dentro da banda.

“Se, por exemplo, eu tocasse ‘Emotional Rescue’ com ele, como fiz no disco, havia muita interação. Eu tocava acompanhando a bateria dele. Era ótimo! E ele tocava junto com meu baixo, e depois com a guitarra.”

“Ele transmitiu muito desse respeito (pela banda e pela música) a Steve Jordan. Steve o observava o tempo todo, e Charlie sabia disso, e passou o bastão para Steve.”

As observações de Jagger e Wood ajudam a explicar por que o estilo discreto e o domínio do swing tornaram Charlie Watts uma presença tão identificável na história dos Rolling Stones.

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Jornalista da Itabaiana FM 93.1 — trazendo as notícias de Sergipe para você.

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