A presidente Claudia Sheinbaum anunciou a criação do Serviço Universal de Saúde, novo sistema público mexicano inspirado no modelo do Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil. O projeto prevê atendimento gratuito para todos os cidadãos e começa a ser implantado ainda em 2026.
Integração de redes já existentes
O plano do governo é unir estruturas que hoje funcionam de forma separada, como o Instituto Mexicano do Seguro Social (IMSS) e o Instituto de Segurança e Serviços Sociais dos Trabalhadores do Estado (ISSSTE). Com a integração, qualquer pessoa poderá buscar atendimento em diferentes unidades, independentemente da sua vinculação atual, reduzindo burocracias e ajudando a distribuir a demanda.
Etapas de implementação
A transição ocorrerá gradualmente ao longo dos próximos anos. O primeiro passo será o cadastro da população, iniciado em 13 de abril. Pessoas com 85 anos ou mais terão prioridade. O governo estima concluir o processo em pouco mais de um ano e alcançar cerca de 130 milhões de habitantes.
Sistema unificado de informações de saúde
Está prevista a criação de um banco de dados nacional que reunirá o histórico médico dos pacientes, acessível aos profissionais de saúde mediante autorização. A medida pretende evitar a repetição de exames e agilizar consultas. Uma plataforma digital permitirá agendar atendimentos e acompanhar registros clínicos.
Reforço na estrutura assistencial
Para garantir a expansão do acesso, o governo planeja contratar mais profissionais, ampliar hospitais e assegurar o fornecimento de medicamentos. Os efeitos mais abrangentes da reestruturação são esperados a partir de 2027, quando os serviços integrados deverão estar em franca expansão.
Com o novo modelo, o México busca assegurar atendimento médico universal e gratuito, inspirado na experiência do SUS brasileiro.
